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Olá pessoal! Eis um artigo com uma dica pontual – mas relevante – de redação.

Aprendemos na escola que não se deve repetir os termos ao longo de um texto. Depois de mencionar, por exemplo, os alunos, não é bom repetir “os alunos” logo na sequência do texto. É melhor usar um pronome relativo, ou algo assim. E aí entra o famigerado…

O mesmo.

Gente, fica feio. Usar o mesmo e a mesma é uma forma um tanto forçada de retomar o termo em uma redação. Pior ainda: muitas vezes, a retomada é tão próxima que nem precisava de pronome.

Vejam uma construção real de um aluno dos nossos cursos de redação.

Serão responsabilizados os proprietários envolvidos no ilícito. Os mesmos incorreram em infração gravíssima, caracterizada…

Precisava usar “os mesmo”? Não seria melhor apenas “Eles”? Ou então, juntar numa frase só:

Serão responsabilizados os proprietários envolvidos no ilícito, pois/que/uma vez que incorreram em infração gravíssima, caracterizada…

Outra:

Os suínos devem ser levados para câmaras de abate, tendo, antes, havido higienização total das mesmas.

Não ficaria muito melhor “higienização total delas”? Normalmente, o uso de “sua” resolveria. Aqui, porém, iria gerar ambiguidade. Sua das câmaras, ou sua dos suínos?  A palavra feminina “elas” resolve.

Esse uso de “o mesmo”, em minha opinião, dá uma infantilizada no texto, parece saído do ensino médio. Quem me alertou para isso foi uma professora de Redação Oficial da Esaf, com quem tive um curso alguns anos atrás. Acredito que esteja coberta de razão.

Ao redigir provas de concurso, devemos tentar escrever como o fazem os atuais ocupantes dos cargos que estamos pleiteando. Textos técnicos, assépticos, de bom nível. Bem diferente de quando somos adolescentes buscando uma vaga na faculdade pelo Vestibular.

O mesmo raciocínio vale para “o qual”. Nesse caso, o uso da expressão me parece menos feio. Ainda assim, não é desejável.

Observem; não falo aqui de erro de português. Essas construções são aceitas. Elas apenas não ficam elegantes.

E elegância, na vida profissional, pode ser a diferença entre o emprego e o quase.

Bons estudos!

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Autor(a): Ricardo Wermelinger

Advogado, Analista da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, já trabalhou na Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Começou sua carreira profissional sendo estagiário na Procuradoria da Fazenda Nacional, onde pegou gosto por direito tributário.

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