Conforme amplamente divulgado nos sites de concursos públicos, a Esaf não será mais a banca a organizar os concursos do Ministério da Fazenda e, consequentemente, dos demais órgãos, como CGU, EPPGG e tantos outros.

Eu, particularmente, fiquei triste com a novidade, pois gostava do formato de provas dela. Achava completo, complexo, inteligente e robusto. Tem quem não goste, mas isso vai de cada um.

O fato é que essa notícia causa uma certa revolução nos estudos de milhares de concurseiros, principalmente em relação àqueles focados nos certames da Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional.

Os concursos organizados pela Esaf eram diversos, conforme podemos verificar abaixo:

http://www.esaf.fazenda.gov.br/assuntos/concursos_publicos/encerrados/encerrados

Não obstante, os de Auditor-Fiscal e Analista-Tributário da Receita Federal eram os mais famosos. E o de PFN, exclusivo.

Quem não temia ser reprovado ao não conseguir o mínimo em Raciocínio Lógico ou até mesmo em Contabilidade Avançada nessa banca?

Um dos maiores ícones em termos de concursos públicos da RFB, Demétrio Pepice, quase ficou de fora em 2005, mesmo após quase gabaritar o concurso, em razão desses 40% mínimos em lógica.

Ou seja, o mínimo por matéria, assim como outros fatores que aterrorizavam os postulantes aos cargos da carreira de Auditoria da Receita, tornam-se incertos agora. Ressalta-se que o mínimo de 40% era uma exigência da RFB, e não da Esaf, mas não sabemos como isso será tratado em outra instituição organizadora sem tradição em aplicar provas com mínimo por disciplina.

Resta incontroverso também que a Esaf como banca única era um limitador pesado para o foco na Receita Federal. Muitos candidatos deixavam de estudar para esse concurso quando descobriam que a banca seria sempre a Esaf. Conheço vários casos.

Infere-se indiscutível que o estudo focado em uma banca principal nos permite conhecer de forma ampla o que deve ser priorizado em termos de cobrança de conteúdo. As organizadoras possuem focos bem diversos, e isso é inegável.

Conheço especialistas em Cespe que sempre se dão mal em Esaf, e vice-versa!

Pode-se mudar tudo agora! E isso, querendo ou não, nivela um pouco os candidatos em relação ao próximo concurso. Entretanto, o efeito prático desse nivelamento dependerá muito também da data de lançamento do próximo edital.

Se tivermos um edital emergencial para a Receita, como se anda ventilando pelos corredores do fisco nacional, aqueles que começaram a estudar há menos tempo terão claramente um ganho de perspectiva de aprovação, pois já estudarão em conformidade com o nível de cobrança da próxima banca.

Exemplificando: um concurso vindouro organizado pelo Cespe mudaria o nível de cobrança em matérias chaves solicitadas pela instituição fiscal, como a citada lógica, estatística e matemática financeira.

Contabilidade também possui um viés bem diferente no Cespe, mais objetivo, com questões mais diretas e cobrando mais conhecimento analítico do que produção de contas. Os Direitos Administrativo e Constitucional corroboram a afirmação, assim como o nível de cobrança de Português.

Português, por sinal, era uma matéria interessante nos concursos da Esaf. É notório que não era necessário aprofundar os estudos nela, e mesmo assim se conseguia acertar entre 70 e 80%, bastando estudar refazendo as provas anteriores. O estudo da nossa língua para as demais bancas deverá ser mais aprofundado.

E ainda teríamos que discutir o método de penalização do Cespe, com uma questão errada anulando uma certa. Isso, na prova da RFB, seria inédito, proibindo o chute incerto, e redistribuindo as forças!

Se o Cespe for o escolhido, aqueles concurseiros mais generalistas vêm uma porta aberta para o foco no fisco. Aproveita-se muita coisa de outros concursos dessa banca, como português, inglês, raciocínio logico, administração geral e pública, direito administrativo, constitucional, tributário etc. Nas matérias mais específicas da Receita, é só correr atrás.

De toda sorte, analisando uma possibilidade de escolha em cima da FCC ou até mesmo da FGV, vejo a implantação de forma automática da ampliação do foco daqueles concurseiros direcionados aos fiscos estaduais.

O fato de a Esaf sair do páreo populariza o concurso da Receita Federal, e democratiza os estudos para a área fiscal.

É notório que temos dezenas de milhares de concursandos focados no AFRFB desde o último concurso, em 2014, assim como mais outras dezenas de milhares no de ATRFB, de 2012.

Logicamente que esse estudo não será perdido, longe disso, principalmente o teórico. Não é essa a minha abordagem aqui!

De toda sorte, prima-se, ao se estudar para a RFB, o foco exclusivo em questões da Esaf, pelo menos até que todas elas estejam decoradas. Só assim se começa a pensar em resolver questões de outras bancas, ou até mesmo em flexibilizar um pouco o foco para outros cargos da mesma área.

Essa estratégia restou um pouco prejudicada após a notícia recente, e agora esses candidatos deverão mudar a análise da forma de cobrança dos conteúdos e estudo deles, aprimorando em alguns, e amenizando em outros.

Acho que a saída da Esaf abre tudo em relação à aprovação, e se torna uma excelente oportunidade àqueles que não tinham esse concurso em mira, principalmente nesse período de escassez que vivemos atualmente!

Ou seja, você que estuda para os concursos do Cespe, FCC, FGV, além de outras bancas, adotando uma estratégia inteligente, conseguirá também prestar o maravilhoso certame para o Fisco Federal!

Quanto ao concurso de Procurador da Fazenda Nacional, pode-se fazer analogia ao descrito acima. O fato de a banca ser a Esaf retirava muitos postulantes da área jurídica focados mais em Cespe ou FCC.

De agora em diante, abre-se grande possibilidade de se conciliar os estudos para a PFN com os concursos de Analista de Tribunais, Advogado da União, Procurador Federal, do Bacen, entre tantos outros com matérias parecidas.

Para aprimorar um pouco mais o seu conhecimento sobre o Cespe e a Esaf, leia mais embaixo:

https://blog.pontodosconcursos.com.br/caracteristicas-das-bancas-cespe-e-esaf/

Boa sorte e um abraço!

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Bruno Fracalossi – Pioneiro no mercado de Coaching para Concursos no Brasil – Mais de 6 anos de atividades (desde 2012), e mais de 1.000 alunos treinados de forma individual.

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Autor(a): Professor Bruno Fracalossi

Bruno Fracalossi é Auditor Federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União, exercendo suas atividades na Corregedoria-Geral da União. Já foi Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Goiás e atualmente cursando Direito no IESB/DF. Pós-graduado em Gestão Pública com ênfase em Ciência Política e em Auditoria Financeira pela UNB/ISC-TCU. Autor do livro Guia Completo das Carreiras Públicas Federais pela editora Impetus. Coach com quase quatro anos de experiência, e com mais de 800 alunos treinados, sendo inúmeros já aprovados. Professional and Self Coach/Leader and Manager as a Coach/Analista Comportamental certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLA Coaching) com reconhecimento da International Association Of Coaching. Membro da Sociedade Latino Americana de Coaching. Um dos pioneiros no mercado de Coaching para Concursos no Brasil.

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  • Boa notícia para os concurseiros focados na área de Controle! O ministro da CGU confirmou o acerto de um novo concurso com o governo, provavelmente com autorização e publicação do edital até o final deste ano. Desde 2012 sem realizar concursos, o órgão oferece atualmente quase R$20.000,00 de salário inicial de carreira. Saiba mais no blog: bit.ly/artigo_cgu.
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