Feliz 2018, nobre leitor!

No primeiro artigo deste ano que se inicia, trago para você considerações interessantes sobre uma classe gramatica quase que deixada de lado pela maioria dos estudantes, a saber, advérbios. Embora renegadas a segundo plano, às vezes essas palavrinhas surpreendem e aparecem em alguns dos concursos mais disputados do país.

Advérbios

Referem-se a um verbo, um advérbio ou a um adjetivo, acrescentando-lhes informações circunstanciais, acessórias (de tempo, modo, lugar, dúvida, causa, finalidade etc.). Não sofrem flexão de número e gênero.

Exemplos:

a) Ele chegou cedo. (refere-se à forma verbal “chegou” e indica quando a ação verbal se realizou)

b) Você agiu bastante mal. (refere-se ao advérbio “mal”, intensificando o modo indicado pelo advérbio)

c) Essa é a atitude menos correta. (refere-se ao adjetivo “correta”, adicionando-lhe valor semântico intensificador)

Em alguns casos, os advérbios podem se referir a uma oração inteira. Nesse caso, normalmente transmitem juízo de valor, ou seja, a avaliação de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.

Exemplos:

d) Infelizmente, os deputados aprovaram as emendas.

e) As providências foram infrutíferas, lamentavelmente.

Os advérbios bem e mal, quando juntos a adjetivos (ou a particípios), são empregados na forma analítica para indicar o grau comparativo de superioridade.

Exemplos:

f) O quarto está mais bem pintado (do) que a sala.(a preposição é facultativa nesse tipo de comparação)

g) Joaquim é mais mal educado (do) que Pedro.

Alguns advérbios podem assumir formas diminutivas (e passam a ter valor superlativo) para indicar linguagem afetiva e não necessariamente diminuição de tamanho físico.

Exemplos:

h) Chegaram agorinha.

i) Terminei a prova rapidinho.

Ocorrendo o emprego sequencial de advérbios finalizados em mente, a terminação pode ser usada apenas no último advérbio ou em todos eles.

Exemplos:

j) Calma e silenciosamente, a aluna repassava os ensinamentos.

k) Calmamente e silenciosamente, a aluna repassava os ensinamentos.

ATENÇÃO! É possível que alguns adjetivos sejam empregados como advérbios. Nesse caso, aqueles ficam invariáveis.

Exemplos:

l) Não falem alto!

m) As aulas de Língua Portuguesa não custam caro.

Veja abaixo como essa matéria já foi cobrada em concursos públicos.

(Cespe/2014/Câmara dos Deputados/ Analista Legislativo)

[…]

7       Oficialmente, o presidente Nazarbayev justificou a mudança
alegando o risco permanente de terremoto em Almaty e a falta
de espaço para crescimento. Contudo, também queria integrar
[…]

Brasília asiática. In: Planeta, fev./2014 (com adaptações).

Os vocábulos “Oficialmente” (L.7) e “permanente” (L.8) pertencem à mesma classe gramatical.

Comentário – Não, não é verdade. O primeiro vocábulo é advérbio e se refere à ação do presidente de justificar a mudança. O segundo é adjetivo e qualifica o substantivo “risco”.

Resposta – Item errado.

(Cespe/2016/PC-PE/Cargos de Nível Superior)

Assinale a opção na qual a palavra apresentada no texto CG1A01BBB classifica-se, do ponto de vista morfossintático, como advérbio.

a) “historicamente” (l.13)

b) “modo” (l.15)

c) “intenso” (l.30)

d) “muitas” (l.1)

e) “quando” (l.11)

Comentário – A questão não é difícil. O advérbio está representado pelo vocábulo “historicamente”, que expressa uma circunstância de tempo, à semelhança de brevemente e antigamente, por exemplo. Convém ressaltar que nem todo advérbio terminado em mente expressa circunstância de modo.

Nas outras opções, os vocábulos são classificados como substantivo, adjetivo, pronome indefinido e conjunção, respectivamente. Vale a pena dizer que “quando”, embora introduza uma oração adverbial, classifica-se como conjunção, e não como advérbio.

Resposta – Letra A.

Grande abraço!

Professor Albert Iglésia 

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Autor(a): Professor Albert Iglésia

É graduado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB) e tem especialização em Língua Portuguesa. Ministra aulas voltadas para concursos públicos desde 2001. Iniciou suas atividades como professor no Rio de janeiro. Atualmente, leciona aulas de interpretação de texto, gramática e redação oficial em alguns cursos preparatórios em Brasília. Além disso, é professor do ensino médio de um colégio público federal no DF. Já atuou como instrutor da Esaf, da Casa Civil da Presidência da República e de outras instituições voltadas para a capacitação de servidores públicos.

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