Olá pessoal!

Segue um artigo…

Bons estudos!

Todos já ouviram falar no ANTRAX, ou Carbúnculo hemático ou seu agente etiológico, o Bacillus anthracis. Bem, esse microrganismo é de grande importância para a Prova objetiva e para a prova dissertativa. Desde os atentados às torres gêmeas, pelos terroristas da Al-Qaeda, a preocupação com o uso de armas biológicas cresceu bastante. Esse microrganismo, quando liofilizado, tem potencial para infectar 100 milhões de seres humanos/grama.

Na Europa, os campos onde grassava esse bacilo eram chamados de “Campos Malditos”, haja vista sua alta morbidade e letalidade, além da elevada resistência dos esporos no solo, a perpetuar a infecção.O Bacillus anthracis é um bacilo encapsulado, grande, gram positivo, imóvel, aeróbico, formador de esporos. Ao contrário dos esporos, a forma vegetativa do bacilo é pouco resistente, sendo destruída pela simples putrefação do cadáver e pela ação de desinfetantes comuns.

Os esporos são muito resistentes aos fatores ambientais, podendo apresentar uma sobrevida de até duzentos anos. Apresentam a propriedade de se manter viáveis por longo tempo em derivados animais, no meio industrial e no solo. Resistem ao calor e a desinfetantes químicos. Para serem destruídos é necessária uma temperatura ao redor de 140º Celsius, mantida por três horas. Sobrevivem 70 horas em uma solução de cloreto de mercúrio a 0,1%.

Seu capsídeo proteico inibe qualquer resposta imunitária do hospedeiro. Além da cápsula bacteriana, existem o fator edema e o fator letal de sua toxina.Para conduzir à etiologia, macrófagos fago citam os esporos no sítio de entrada, em seguida os esporos germinam em células vegetativas que se revestem de uma cápsula formada por um polipeptídio poliglutamato, o qual lhe confere uma proteção contra a fagocitose. A bactéria se multiplica rapidamente e injeta uma potente e complexa exotoxina. Os esporos quando inalados, são conduzidos aos linfonodos traqueobrônquicos onde ocorre a ingestão e a germinação. As toxinas produzidas pela propagação do Bacillus anthracis causam edema, hemorragia e necrose de tecido local. A inalação do bacilo pode levar ao óbito como resultado da combinação entre insuficiência respiratória com edema pulmonar, bacteremia maciça com meningite.A forma cutânea, quando o agente penetra através de lesões na pele, evolui para pústula negra, e edema circunjacente. Outra forma da doença resulta da ingestão de carne ou derivados contaminados, caracterizando-se por uma inflamação aguda do trato gastrointestinal, que pode evoluir para uma úlcera. A forma gastrointestinal, embora rara, resulta em óbito em 25% a 60% dos casos.

A toxina do Bacillus anthracis é composta de três tipos de proteínas, que agem simultaneamente: PA = fator antígeno protetor, pode prevenir a formação do edema. São enzimas que potencializam as outras frações, sendo inativas quando sozinhas (fator II); EF = fator de edema, é uma Adenil ase-ciclase sendo responsável pela formação de edemas (fator I) e LF = fator letal, toxina essencial para o efeito letal do Bacillus anthracis (fator III). Estes fatores quando sozinhos não possuem efeitos tóxicos no organismo, porém as suas combinações as tornam extremamente potentes causando efeito letal (PA + FL), efeito edematoso (EF + PA) e edema, necrose e efeito letal quando presente os três fatores juntos (EF+ PA + LF). Assim sendo, os três principais componentes que determinam a virulência do  Bacillus anthracis são a cápsula bacteriana, o fator edema e o fator letal de sua toxina, que são fundamentais para a instalação e proliferação junto ao ponto de infecção.O diagnóstico clínico pode ser evidenciado por lesões típicas como úlceras não-dolorosas que se apresentam como uma cicatriz necrótica escura. A lesão é conhecida como pústula maligna e pode progredir para uma bacteremia e levar o enfermo à morte. Também pode ocorrer uma pneumonia específica, principalmente pela inalação de esporos no caso dos selecionadores de lã de carneiro. Nesse caso, na pneumonia considerada de alto risco, o bacilo é denominado como antraz pulmonar.

Em estabelecimentos de abate, os cuidados com a Doença são tratados pelo Artigo 140 do Decreto 9013/17- As carcaças de animais acometidos de carbúnculo hemático devem ser condenadas, incluídos peles, chifres, cascos, pelos, órgãos, conteúdo intestinal, sangue e gordura, impondo-se a imediata execução das seguintes medidas:

I – não podem ser evisceradas as carcaças de animais com suspeita de carbúnculo hemático;

II – quando o reconhecimento ocorrer depois da evisceração, impõe-se imediatamente a desinfecção de todos os locais que possam ter tido contato com resíduos do animal, tais como áreas de sangria, pisos, paredes, plataformas, facas, serras, ganchos, equipamentos em geral, uniformes dos funcionários e qualquer outro material que possa ter sido contaminado;

III – uma vez constatada a presença de carbúnculo, o abate deve ser interrompido e a desinfecção deve ser iniciada imediatamente;

IV – recomenda-se, para desinfecção, o emprego de solução de hidróxido de sódio a 5% (cinco por cento), hipoclorito de sódio a 1% (um por cento) ou outro produto com eficácia comprovada;

V – devem ser tomadas as precauções necessárias em relação aos funcionários que entraram em contato com o material carbunculoso, aplicando-se as regras de higiene e antissepsia pessoal com produtos de eficácia comprovada, devendo ser encaminhados ao serviço médico como medida de precaução;

VI – todas as carcaças, as partes das carcaças, inclusive pele, cascos, chifres, órgãos e seu conteúdo que entrem em contato com animais ou material infeccioso devem ser condenados; e,

VII – a água do tanque de escaldagem de suínos por onde tenha passado animal carbunculoso deve ser desinfetada e imediatamente removida para a rede de efluentes industriais.

Portanto, pessoal, memorizem esse microrganismo, pois deve cair, ou na Prova Objetiva, ou na Dissertativa, ou em ambas.

Bons estudos!

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Autor(a): Professor Silvio Duarte

Auditor Fiscal Federal Agropecuário-AFFA, Assessor de Gabinete -Secretaria de Defesa agropecuária-SDA/MAPA, Brasília-DF (2011-2013); Autor do livro Gestão Pública: uma visão vanguardista”, pseud. Carlos Bramonte-Chiado editora; 1ª ed.; ISBN 978-989-51-1670-6; ano 2014; graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual de Londrina-PR; Pós-graduado em Gestão Pública pela Faculdade Internacional Signorelli. Autor da tese: “A tributação sobre as commodities agrícolas e seu reflexo no empreendedorismo nacional”, averbada na Biblioteca Nacional, Brasília-DF, ano 2014. Habilitado ao Sistema Eletrônico de Informações- SEI pela ENAP-Escola Nacional de Administração Pública. Há 19 anos no Serviço de Inspeção Federal- SIF, foi Professor de Escola preparatória para Concursos Públicos-MAPA, Ferraz Concursos; aprovado em dois Concursos do MAPA, um para Médico Veterinário Temporário e um para Auditor Fiscal-Médico Veterinário.

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