Olá, querido(a)s amigo(a)s, tudo bem!

Nesse post daremos continuidade ao estudo da normalização de dados, vamos lá!

Como vimos anteriormente, a normalização de dados é uma sequência de etapas sucessivas que, ao final, apresentará um modelo de dados estável com um mínimo de redundância.

Após termos visto no artigo anterior os conceitos das 2 primeiras formas normais, vamos ao estudo das demais.

Terceira Forma Normal (3FN)

Uma relação estará na 3ª FN, se e somente se, estiver na 2 a FN e todos os seus atributos não chaves forem dependentes não transitivos da chave primária.

Assim, a 3a Forma Normal prega o conceito de dependência transitiva. Uma tabela está na 3a Forma Normal se estiver na 2a Forma Normal e não houver dependência transitiva entre atributos não chave.

O que seria essa Dependência Transitiva?

Quando você terminar de normalizar a 2FN, TODOS os seus atributos serão plenamente dependentes da chave primária. Mas, isso não impede a dependência transitiva, pois se A -> B e B -> C, por transitividade A -> C, logo C é plenamente dependente da chave primária. Em outras palavras se CPF -> CARGO e o CARGO -> SALARIO, CPF também determina o salário. Esse tipo de dependência funcional será resolvido pela 3FN.

A normalização feita a partir da regra definida pela 3FN leva a relação para um estado específico. Neste, a relação tem que estar na 2FN e ainda todo atributo não primário da relação não é transitivamente dependente de uma chave da relação.

Uma relação está na Terceira Forma Normal (3NF) se ela está na 2FN e nenhum atributo não chave (não primário) é transitivamente dependente de uma chave candidata. Enfim, na 3FN não se aceita dependência transitiva.

Se você achou essa definição de dependência transitiva complexa, deixa eu tentar explicar de outra forma. Primeiro você precisa ter em mente que, para existir a transitividade, temos que ter algumas premissas. Um atributo chave (primário), por exemplo, CPF, determina um outro atributo (não primário), por exemplo, telefoneResidencial; que, por sua vez, determina outro atributo (não primário), por exemplo, Endereco.

Veja que, se você me passar um número de CPF, eu devolvo um telefone residencial. Da mesma forma, se você me der um número de telefone, eu devolvo um endereço único. Observe que alguns telefones aparecem mais de uma vez na coluna, contudo, eles determinam o mesmo endereço, ou, em outras palavras, eles têm o mesmo endereço associado. É justamente essa replicação que desejamos evitar na 3FN.

Como exemplo, veja a relação seguinte:

A chave Vendedor e Produto determinam Quantidade e Valor_Unitario. Mas Total não depende funcionalmente diretamente da chave. Esse atributo depende funcionalmente de Quantidade e Valor_Unitario. Assim temos:

Vendedor,Produto -> Quantidade,Valor_Unitario -> Total

A chave Vendedor e Produto determinam Quantidade e Valor_Unitario. Mas Total não depende funcionalmente diretamente da chave. Esse atributo depende funcionalmente de Quantidade e Valor_Unitario. Assim temos:

Vendedor,Produto -> Quantidade,Valor_Unitario -> Total

Dessa forma, temos uma dependência transitiva, que deve ser evitada pela 3FN.

Mas trocando em miúdos, para uma relação estar em 3FN um campo não chave não pode ser determinado por outro(s) campo(s) não chave. No caso da 3FN, fazemos essa checagem para cada chave candidata.

Vamos, então, à aplicação do conteúdo aprendido (teste os seus conhecimentos)!

Exemplo:  (CESPE – TCE/MG – 2018)

De acordo com a normalização de entidades em bancos de dados relacionais, a entidade cujos atributos não chave independem de outro atributo não chave está na

a) quinta forma normal (5FN).

b) primeira forma normal (1FN).

c) segunda forma normal (2FN).

d) terceira forma normal (3FN).

e) quarta forma normal (4FN).

Comentários

Observe a seguir as principais características das formas normais:

1FN: atributos devem ser atômicos (indivisíveis).

2FN: estar na 1FN; eliminação de dependências parciais.

3FN: estar na 2FN; eliminação de dependências transitivas.

3.5FN (BCNF): estar na 3FN; atributos não chave não podem depender uns dos outros. Considerada uma 3FN mais forte.

4FN: estar na 3FN; eliminação das dependências multivaloradas.

5FN: estar na 4FN; uma tabela está na 5FN se não pode ser decomposta sem perda de dados. Não possuir dependência de junção.

Conforme visto, a 3FN busca a eliminação de dependências transitivas, de forma que todos os seus atributos não chaves são dependentes não transitivos da chave primária.Gabarito: D.

MEMOREX

Normalização:  visa diminuir a redundância de dados e as chances dos dados se tornarem inconsistentes.

Para um banco de dados se encontrar em cada um desses estágios ou formas (denominadas formas normais), cada uma de suas tabelas deve atender a alguns pré-requisitos.

Os pré-requisitos são cumulativos, isto é, para alcançar a 3ª forma normal (3NF) por exemplo, um banco de dados precisa atender aos pré-requisitos das 1ª e 2ª formas normais, acrescidos dos requisitos exclusivos da 3NF.

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Até o próximo post!

Um abraço,

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Autor(a): Professora Patrícia Quintão

É professora de Informática para Concursos desde o ano de 2003. No Ponto dos Concursos, tem ministrado aulas de informática e tecnologia da informação desde 2009, além de integrar a equipe dos professores que atuam no Coaching para Concursos, assessorando os candidatos para que consigam atingir seu objetivo: a aprovação em concurso público, de forma mais rápida e eficiente. Auxilia também os candidatos na elaboração dos recursos (Ponto Recursos) e é coordenadora dos cursos de TI e informática do Ponto. Também tem lecionado disciplinas técnicas da área de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, em cursos de graduação e pós-graduação, além de atuar como gerente de segurança da informação da PRODABEL-Prefeitura de Belo Horizonte/MG. É Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE/UFRJ, Especialista em Gerência de Informática e Bacharel em Informática pela Universidade Federal de Viçosa. Atua ainda como membro: da Sociedade Brasileira de Computação, do PMI - Project Management Institute (e do Brazil Chapter do PMI, com sede em BH), da ISACA (associada também ao Capítulo Brasília), da Comissão de Estudo de Técnicas de Segurança (CE-21:027.00) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), responsável pela elaboração das normas brasileiras sobre gestão da Segurança da Informação. Tem certificações técnicas na área de segurança, gerenciamento de projetos, governança e redes, além de artigos publicados a nível nacional e internacional com temas da área de informática. Autora dos livros: - "Informática FCC - Questões comentadas e Organizadas por Assunto", e - "1001 questões comentadas de informática-CESPE", E como não poderia deixar de ser, nas horas vagas, também concurseira, tendo sido aprovada em vários concursos, como: Professora titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia; Professora substituta do Departamento de Ciência da Computação da UFJF; Analista de Tecnologia da Informação/Suporte, Prodabel; Analista do Ministério Público MG; Analista de Sistemas, Dataprev, Segurança da Informação; Analista de Sistemas, Infraero; Analista - TIC, Prodemge; Analista de Sistemas, Prefeitura de Juiz de Fora; Analista de Sistemas, SERPRO; Analista Judiciário (Informática), TRF 2ª Região RJ/ES, etc.

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