Oi pessoal, tudo bem?

Hoje eu descrevo tudo sobre essas duas grandes bancas do país!

Segue:

CESPE – Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe)

O Cespe é, sem dúvidas, o maior centro de seleção de concursos do país, e o número de seleções organizadas pela banca é gigante. São centenas a cada ano.

Segundo o site da UNB, o órgão foi fundado em 14 de dezembro de 1993, porém a sua trajetória começa na década de 1970, época da criação da Comissão Permanente de Concurso Vestibular (Copeve).

Com a Constituição Federal de 1988 e a lei nº 8.112 de 1990, tornou-se obrigatória a realização de concursos para o ingresso no serviço público, o que fez surgir uma grande demanda e, por uma decisão da administração, o Cespe entrou de vez na realização de concursos.

Em pouco tempo, o Cespe tornou-se o maior realizador de concursos e avaliações públicas do país. Instituições como o Tribunal de Contas da União, o Ministério da Educação, a Polícia Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil estão no extenso grupo que busca a credibilidade do Centro para a realização de provas.

Apesar de sua credibilidade no mercado dos concursos, crises como a deflagrada pela operação Campus Limpo, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para apurar irregularidades no pagamento de funcionários ocorridas de 2001 a 2005 resultaram na expulsão de quatro ex-diretores da instituição – agravaram a situação. Outras suspeitas de fraude também foram investigadas e divulgadas pela imprensa durante esses anos de atuação da instituição.

LINHA DO TEMPO DO CESPE

1971 

Criação da Copeve/UnB e início dos vestibulares semestrais

1987 

Criação da Diretoria de Acesso ao Ensino Superior (DAE), substituindo a Copeve/UnB, no dia 24 de fevereiro de 1987

1993

Ato da reitoria da UnB cria, no dia 14 de dezembro, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB)

1994 

Primeiro vestibular da UnB realizado pelo Cespe/UnB

1996

Implantação do Programa de Avaliação Seriada 4 (PAS)

1997

Entra no ar o Portal do Cespe/UnB na internet

1999

Candidatos passam a poder realizar as inscrições online

2000

Criação da Coordenadoria de Avaliação Educacional

2001

Operação Campus Limpo, da Polícia Federal e Ministério Público, apura responsabilidades por irregularidades ocorridas de 2001 a 2005 no Cespe

2005

Cespe/UnB aplica pela primeira vez o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)

2006

Cespe/UnB aplica pela primeira vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

2007

Entrega da nova sede do Cespe/UnB e aplicação do maior processo de avaliação da história do Centro, a Prova Brasil, que registrou 2,8 milhões de inscritos

2010

Operação “Campus Limpo” termina com a expulsão de quatro ex-diretores do Cespe, inclusive da ex-diretora geral, Romilda Guimarães Macarini

2011

Centro atinge a marca de 5.366.045 inscritos nos concursos  e avaliações realizadas entre 2008 e 2010, incluindo instituições de renome, como o TCU

Características principais

Sem dúvidas, essa é a banca que aplica as provas mais difíceis e mais bem elaboradas em termos de seleções para concursos públicos no Brasil.

Talvez essa seja a razão pela qual o Cespe é a banca que mais concursos realiza no país, muito à frente das demais examinadoras.

As provas do Cespe são extremamente temidas pelos candidatos, principalmente em razão da fórmula de correção utilizada por ela, que penaliza os erros com anulação de questões corretas. Conheço inúmeras pessoas que possuem tanta aversão à banca, que optam sempre por não prestar o concurso se as provas forem realizadas por ela. Parece incrível, mas é verdade.

Acredito que não seja para tanto. A banca faz provas difíceis e inteligentes, mas o que o candidato precisa é somente aprender o jeito Cespe de atuar!

O sistema de correção de questões mais comum dessa banca é o famoso: “C ou E, com uma questão errada anulando uma certa”, o que dificulta muito a atuação dos concursandos. Para não ter que chutar, o candidato “cespiano” tem que ter certeza daquilo que está marcando em seu cartão de respostas.

Porém, nem todos os concursos dessa banca são realizados no modelo C ou E. Algumas seleções, como as de Juiz Federal, são aplicadas no modelo utilizado na Esaf, ou seja, o de múltipla escolha.

Mas o mais comum é a aplicação do modelo C ou E, infelizmente (ou felizmente, para alguns).

Adotando como referência a Esaf, verifica-se que o modelo de questões utilizado pelo Cespe é completamente diferente, a ponto de atrapalhar o desenvolvimento de um concursando que foque a resolução de questões anteriores da Esaf em seus estudos.

O nível de abordagem dos assuntos costuma diferir demais, começando pela inexistência do número exato de questões de cada matéria quando da publicação do edital regulador do concurso. Nos editais da Esaf, costuma-se restar demonstrado a quantidade exata de questões de cada matéria a serem cobradas nas provas.

O Cespe, por sua vez, não adota essa prática. As provas da banca só detalham o número total de questões das provas básicas e específicas, e a divisão de matérias entre essas básicas e específicas.

A única informação que a banca costuma dar ao candidato é em relação ao número de itens a serem cobrados em cada prova.

Geralmente, a prova objetiva p2 tem um peso maior do que a prova objetiva p1, mas isso tem exceções. Em algumas provas, as provas p1 e p2 não possuem diferenciação na pontuação.

Essa falta de divisão do número de questões entre as matérias atrapalha a estratégia de estudos do concursando. Nas provas da Esaf, por exemplo, o candidato sabendo que a banca cobrará 20 questões de peso 2 em Português, e 5 questões de peso 1 em Raciocínio Lógico, deverá, naturalmente, estudar mais a matéria de Português.

Quando não há essa definição prévia, o candidato é forçado a estudar todas as matérias em um nível parecido, para que ele não seja surpreendido na hora do exame.

De todo modo, temos também algumas vantagens no método do Cespe. Uma delas é o fato de o candidato poder deixar todas as questões em branco de uma matéria em que ele tenha mais dificuldades.

Dependendo da estratégia, ele pode abandonar uma matéria por inteiro, e não marcar os gabaritos na folha de respostas para não correr o risco de errar muitas questões e ter a sua pontuação muito penalizada, como já aconteceu comigo em uma prova de Auditor do Tribunal de Contas do Distrito Federal, na qual as penalizações pelos erros na matéria de Economia me prejudicaram bastante.

Fato interessante é de um aprovado no concurso do TCU do ano de 2013 que deixou todas as questões de Inglês em branco, e mesmo assim conseguiu ficar inserido nas vagas.

O Cespe nos permite “brincar” mais com a estratégia, o que não acontece com a Esaf, em razão de muitas provas dessa possuírem pontuação mínima por matéria.

Entretanto, a questão de deixar ou não questões em branco é polêmica. Conheço especialistas que não recomendam deixar nenhuma em branco. Mais à frente, irei comentar sobre o chute colocado no Cespe, e explicarei um formato de estratégia em que podemos preencher todas as questões duvidosas, e mesmo assim minimizar a chance punição pela banca.

Tenho amigos que já passaram em provas muitos difíceis do Cespe chutando todas as questões que eles não sabiam. Logicamente que o nível de conhecimento deles na maioria das questões era muito bom, então essa estratégia adotada foi com um risco calculado.

De todo modo, eu costumo indicar aos meus alunos do Coaching que deixem no máximo 10% da prova em branco, mas esse número é uma média geral.

Resumindo: o Cespe não indica quantas questões serão cobradas em cada matéria.

A banca também não divide a prova em matérias. A Esaf, por sua vez, faz essa divisão, o que ajuda o candidato a se localizar na hora da prova.

O Cespe não faz isso. Ele intercarla matérias durante as provas. Ou seja, o candidato está respondendo uma questão de Direito Administrativo, e a próxima já pode ser de Administração Geral, sem que haja essa clara divisão.

Além disso, a banca mistura os assuntos de diversas matérias nas questões. Você pode achar que está resolvendo uma questão da matéria de Direito Constitucional, mas na verdade é uma prova de Direito Civil.

Este é o método Cespe. Inteligente, temido, e que, até certo ponto, favorece àqueles que mais sabem os assuntos de uma forma mais nivelada e geral, do que aqueles especialistas em determinadas matérias, e que não têm muito conhecimento em outras.

A minha dica para o Cespe é: estudem todas as matérias de forma nivelada.

No que se refere às especificidades das matérias, temos uma cobrança um pouco diferente das demais bancas.

O Cespe prioriza questões mais teóricas, inclusive em provas mais voltadas para os temas de exatas, como Contabilidade e Economia.

Vamos começar por Português.

Português do Cespe

Essa matéria, assim como na Esaf, e de forma diferente da FCC e da FGV, sofre mais cobrança de assuntos voltados à interpretação e análise textual, com pontos de gramáticas inseridos dentro de um contexto de análise.

Ou seja, o candidato não precisa ser um expert em regras gramaticais, mas apenas um bom leitor e ter paciência. Dessa forma, ele conseguirá se sair bem nas provas de português da banca.

Sugere-se a leitura de alguns pontos mais importantes de regras gramaticais para a resolução de provas do Cespe e da Esaf, conforme a seguir:

1 – Fonologia

1.1 – Acentuação Gráfica

1.2 – Uso de iniciais maiúsculas

1.3 – Uso de iniciais minúsculas

1.4 – Uso facultativo de iniciais maiúsculas e minúsculas

2 – Semântica

2.1 – Denotação e Conotação

2.2 – Dificuldades semânticas e ortográficas

3 – Morfologia

3.1 – Artigos

4 – Sintaxe

Logicamente, essa é apenas uma sugestão. O ideal é que o candidato já tenha estudado todas as regras pelo menos uma vez, e que foque nos pontos acima para uma revisão mais próxima à prova.

Língua Estrangeira do Cespe

As provas de língua estrangeira do Cespe costumam ser de Inglês e Espanhol. Essas duas são as mais comuns.

Assim como ocorre na Esaf, o nível de cobrança é mais em cima de interpretação de texto e tradução de palavras. O candidato deve conhecer os termos utilizados, em língua estrangeira, no campo de atuação do órgão para o qual se está realizando o concurso.

Sugere-se então leituras de notícias em sites americanos e britânicos, como o The Economist, The New York Times, BBC etc.

Como o foco não é em gramática, não recomendo que o aluno se matricule em cursos de línguas estrangeiras, mas se o fizer, não será perda de tempo, pois o conhecimento de língua estrangeira é essencial atualmente.

Matérias de Direito do Cespe

O nível de cobrança dos diversos Direitos pelo Cespe muda de concurso para concurso e de cargo para cargo.

Em concursos de técnico de nível médio, a banca costuma priorizar a legislação seca. Mas em concursos da área jurídica, como os de advogados, defensores e procuradores (AGU, DPU e Bacen) ou do nível de Juiz Federal, a doutrina é bem aprofundada, em um nível bem acima do comum, assim como as jurisprudências e demais normativos correlacionados.

Ou seja, depende muito da prova para o candidato aprofundar ou não os conceitos das diversas matérias de Direito.

Nos concursos mais generalistas e de nível superior, como os de Tribunais, Banco Central, Auditor do Trabalho e tantos outros, o nível de cobrança é pesado também, não tanto como dos jurídicos, mas essas matérias devem ser estudadas de forma completa.

Recomenda-se então que se priorize o estudo de uma boa e completa doutrina, mas não tão aprofundada se não se tratar de um concurso para a área jurídica, em conjunto com as leis secas correlacionadas e os normativos jurisprudenciais.

Matérias de Exatas do Cespe

Podemos abordar aqui as matérias mais comuns como as de Matemática Financeira, Raciocínio Lógico, Estatística, além de Contabilidade, Economia, Finanças etc.

Particularmente, acho as questões de exatas do Cespe mais complicadas do que as da Esaf, e destaco que esse complicado não quer dizer mais difícil, e vou explicar o motivo.

Nas provas da Esaf, nós conseguimos resolver as questões tendo as cinco opções de respostas nas letras a, b, c, d, e, já fornecidas pela banca.

Isso facilita um pouco a conferência dos resultados, apesar de que a Esaf tem o costume de indicar respostas incorretas que parecem corretas, e ela elabora as questões de modo com que o candidato seja direcionado a marcar essa resposta incorreta. Ou seja, a Esaf elabora questões que induzem o candidato a marcar uma alternativa incorreta.

De todo modo, temos as respostas abaixo da questão, e isso fornece mais segurança no momento da marcação da resposta, pois podemos testá-las nos enunciados.

Por sua vez, o Cespe fornece somente o enunciado da questão, e apesar dessa questão ser mais fácil que a Esaf, em termos gerais, o fato de não termos uma opção de resposta abaixo do enunciado (pois o modelo é o C ou E) faz com não tenhamos certeza se a resolução está ou não correta, e isso gera mais insegurança ao marcar o gabarito, pois uma questão errada anula uma certa.

Porém, as questões de exatas do Cespe, mais especificamente em raciocínio lógico, matemática financeira e estatística costumam ser mais fáceis que as da Esaf, focando mesmo em cálculos menos robustos e em decorebas de fórmulas. Se o candidato estudar bem as provas anteriores, não terá muita dificuldade, pois o Cespe não inventa questões mirabolantes, como a Esaf faz nessas três matérias.

No que se refere à matéria de Contabilidade, observa-se diferença ainda mais acentuada entre as formas de cobrança do Cespe e da Esaf. E nos referimos somente às duas bancas em razão de elas terem sido as únicas citadas até aqui nessa obra.

A Contabilidade Privada da Esaf, como já foi descrito, é uma matéria cansativa, com provas grandes e muitas vezes mal elaboradas, sem gabaritos corretos, e com muitas anulações. Isso prejudica os candidatos bem preparados, e acaba nivelando os aprovados por baixo.

De forma contrária, as provas do Cespe nessa matéria são mais bem elaboradas, com questões mais inteligentes, e menos difíceis do que as da Esaf.

O Cespe cobra questões de cálculos, mas também pode-se observar muitas questões teóricas, o que obriga o candidato a ter um conhecimento mais amplo do conteúdo, e menos de especificidades.

A Esaf também cobra questões teóricas, mas muito decorebas, e que não fazem o candidato pensar muito.

No que se refere à Contabilidade Pública, verifica-se que o nível de cobrança das provas do Cespe nessa matéria é infinitamente mais superficial do que a Esaf, se limitando a inferir os conhecimentos sobre as contas dos balanços.

Decorando as contas dos balanços, e sabendo fazer os lançamentos, o candidato praticamente gabarita a prova de Contabilidade Pública do Cespe, o que não ocorre na Esaf, que costuma aprofundar muito nos temas. Em razão disso, uma boa apostila supre bem o estudo para o Cespe, e para a Esaf é recomendado um livro de apoio.

Concluindo a análise das principais matérias de exatas do Cespe, aborda-se um pouco a Economia e Finanças.

Opinando no papel de um ex-candidato que estudou muito a matéria para ambas as bancas, ressalto a extrema dificuldade das provas do Cespe em relação à Esaf nessas duas matérias, principalmente em Economia.

A abordagem da Esaf na matéria versa sobre um conhecimento bem mais superficial, no qual verifica-se a necessidade de decorar conceitos e aprender o jeito da banca de cobrar as questões.

Aprendendo isso, o candidato consegue praticamente gabaritar as questões da Esaf.

Infelizmente, essa não é a percepção das provas do Cespe. Levando-se em consideração um candidato sem formação na área, com conhecimentos puramente estudados para concursos, o nível de cobrança dos ensinamentos econômicos do Cespe torna-se muito mais aprofundado, com necessidade de se pensar muito, além do padrão, sob pena de zerar a prova da matéria, como já ocorreu comigo em um concurso.

Eu costumava praticamente gabaritar as provas de Economia da Esaf, e quando prestei um concurso do Cespe, infelizmente fiquei devendo pontos.

A abordagem envolve muito mais os conceitos teóricos do que os de cálculos, e isso faz com o estudo tenha que ser feito de uma forma mais aprofundada, de preferência com o uso de livros clássicos, como os conhecidos autores: Roberto S. Pindyck, Hal R. Varian e Gregory Mankiw como complemento aos materiais mais voltados para concursos.

No que se refere à matéria de Finanças, tanto pública como privada, o Cespe gosta de abordar mais as questões teóricas, mas não se esquecendo da parte prática também.

A matéria terá uma abordagem mais complexa em concursos mais voltados para a área financeira, como os do Bacen. Nos demais concursos, uma boa apostila “resolve o problema” do candidato.

Matérias de Humanas

As matérias de Direito deveriam entrar nesse tópico, mas preferi abordá-las de forma separada, como vocês já puderam verificar. Vou descrever um pouco a cobrança do Cespe principalmente nas matérias de Administração, dentre elas a Geral, Pública, Financeira e Orçamentária, e de Recursos Materiais.

Administração Geral e Pública são matérias que demandam muita leitura e conhecimento prático, da sociedade, da política, das políticas públicas etc. As bancas costumam fazer ligação da parte teórica com a parte prática em suas questões.

Por isso, muitas vezes o estudante lê a teoria da matéria em um livro e depois não consegue resolver nenhuma questão com aquele estudo feito.

O segredo então, nessas duas matérias, é, além de ler a teoria, conhecer sobre a administração empresarial e pública na prática. Uma indicação é a coletânea de administração e políticas públicas, que pode ser baixado gratuitamente no site da Enap.

De todo modo, o meio mais certeiro de gabaritar as questões do Cespe nessas matérias é estudar muito por questões anteriores e aprender o jeito como a banca as cobra.

Elas costumam se repetir muito nas várias provas, alternando algumas palavras ou exemplos.

Em relação à Administração Financeira e Orçamentária, o nível de cobrança do Cespe pesa um pouco. Aqui, há muita cobrança de lei literal, com muitos pegas. Há que se decorar as principais leis da matéria, como a 4.320 e a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois a banca “pesa a mão” nelas.

É interessante ler também o Manual Técnico do Orçamento e as demais leis orçamentárias formadoras do PPA da LDO e da LOA.

Além disso, é muito importante ter um material teórico para conhecimento do tema, e resolver milhares de questões anteriores, pois a banca repete muito a cobrança delas.

Em relação à Administração de Recursos Materiais, não há muito segredo, e é só o aluno estudar os normativos de cada órgão, assim como uma boa teoria, além de se atentar para os principais temas e pegas que o Cespe costuma cobrar na matéria.

Demais matérias

Em relação às demais matérias não muito cobradas pela banca, faremos breves comentários:

Arquivologia – assim como administração de recursos materiais, não há muito segredo, e é só o aluno estudar os normativos de cada órgão, assim como uma boa teoria, além de se atentar para os principais temas e pegas que o Cespe costuma cobrar na matéria.

Legislações – aqui podemos elencar principalmente os regimentos internos, legislações de tributos, trabalhista etc. O Cespe costuma pegar pesado, mas com muito foco na literalidade da lei e em algumas jurisprudências. É necessário que o candidato resolva questões anteriores do assunto para pegar o jeito da cobrança da banca na matéria.

Comércio Internacional – Mais cobrada nas provas de Analista de Comércio Exterior do MDIC, faz-se necessário um estudo aprofundado da teoria voltada para concursos públicos, e com foco nas questões anteriores da banca. O nível de cobrança costuma ser menos cansativo que os da Esaf, mais voltado para o Comércio Internacional na atualidade, e com questões mais inteligentes e menos decorebas.

Ciência Política e Políticas Públicas – a banca não tem o nível de cobrança da Esaf, até porque são poucas provas que cobram essas matérias. O candidato deve se basear sempre nas questões anteriores e nos autores clássicos da área. Um site muito recomendado para buscar literatura é o da Enap (www.enap.gov.br).

Discursivas do Cespe

No que se refere às provas discursivas, o mais comum é que elas sejam aplicadas em conjunto com as provas objetivas, para todos os candidatos, porém somente as provas do número mínimo previsto de candidatos no edital são corrigidas.

As provas discursivas do Cespe possuem um nível de cobrança bem alto, formal, e seguindo regras específicas através de um espelho como o abaixo:

Ou seja, a nota relacionada ao quesito formato de sua redação será mais prejudicada nas provas do Cespe do que nas da Esaf.

O número de linhas exigido nas questões da Esaf também costuma ser maior. O normal é que as redações solicitem um número de linhas entre 60 e 90, enquanto que o Cespe costuma exigir 30 linhas.

Principais concursos

Segue a lista dos principais concursos que a banca costuma organizar:

AGU/Advogado e Procurador;

TCU/Auditor e Técnico;

Agências Reguladoras;

Polícia Federal;

ABIN;

Instituto Rio Branco/Diplomata;

Tribunais de Justiça, Regionais e Superiores;

Juiz Federal;

Ministérios;

Fiscos Regionais, AFT, PRF, Bacen e MDIC (algumas vezes).

Curiosidades

Essas curiosidades não definirão a sua aprovação, mas são interessantes, e podem fazer alguma diferença.

O chute colocado

É de conhecimento quase comum que o Cespe costuma dividir o número de questões certas e erradas em 50%/50% para cada prova. Ou seja, apesar de não ser uma certeza, muitas vezes, em uma prova de 100 questões, o gabarito virá com 50 corretas e 50 incorretas.

Dá para trabalhar isso de forma a fazer um chute mais certeiro.

Logicamente que o candidato deve ter plena certeza das marcações que ele já tiver feito na prova.

Exemplo prático: suponha que temos uma prova com 100 questões e que o candidato tenha respondido 70 delas com muita certeza do gabarito.

Restam 30 questões que ainda estão em branco, correto?

Dessas 30, você tem uma leve noção em várias, mas não a plena certeza necessária para não errar e ser penalizado com a anulação de uma questão correta.

Suponhamos também que, do seu gabarito marcado na prova, 45 foram marcadas como corretas, e 25 marcadas como incorretas.

Nota-se que, levando-se em consideração a nossa proposta, o candidato deveria marcar como errada a maioria das questões que estão ainda em branco, para que ele conseguisse atingir o equilíbrio de 50/50 entre certas e erradas.

Que fique claro, porém, que isso é uma estratégia um pouco kamikaze, mas que já deu muito certo para vários conhecidos meus.

O ideal é não ter que chutar nada, e deixar em branco aquelas questões que você não sabe.

Uma dificuldade muito grande para candidatos que não estão acostumados com as provas do Cespe é conseguir deixar as questões em branco.

Temos a tendência de sair marcando tudo e arriscar para ver no que vai dar. Porém, já tive muitas experiências negativas agindo dessa forma, e não a recomendo.

O gabarito do cespe costuma ser uma caixinha de surpresas, e muitos candidatos que achavam que tinha arrebentado a prova, acabam arrebentados por ela (rssss)!

Um ponto interessante do Cespe é que ela costuma publicar o gabarito somente dois dias após a prova, enquanto a Esaf libera no dia seguinte.

O dia da prova

Nas provas do cespe, por exemplo, não se pode usar relógio, e um papel com um reloginho desenhado fica colado no quadro em frente à sala de aula.

A cada 30 minutos o fiscal tira uma parte do relógio e informa sobre o tempo restante para você entregar a prova.

Também é interessante saber que o Cespe já marca o local em que o aluno irá se sentar, diferentemente da Esaf, então o aluno não precisa se preocupar com a escolha de um bom lugar para fazer a prova.

Sempre sobram alguns lugares na sala, em razão de candidatos que não comparecem, e você pode solicitar a mudança do seu local para o fiscal, em razão de estar sentado debaixo de ar condicionado, perto da porta etc.

Todos nós temos características próprias, e elas podem ser diferenciais em uma prova. Se a pessoa é mais friorenta, não pode fazer a prova embaixo de um vento de ar condicionado, pois isso irá desconcentrá-la.

Se ela se importa com barulho, é melhor que faça a prova longe da movimentação do corredor.

Porém, esses fatores são aleatórios, e o que define mesmo é a sua tranquilidade pessoal e a pressão que você está se impondo. Recordo-me de uma prova que eu fiz para o concurso do Senado Federal em 2011.

Como ela não era ao meu foco principal de estudos, não fiquei estressado ou nervoso para resolvê-la. De modo totalmente diverso do que eu fazia em todas as outras provas, saí tarde de casa, cheguei em cima da hora ao local de prova e me sentei na última cadeira, ao lado da porta.

Havia um carro de som debaixo da janela da minha sala, faltou energia na hora da prova, e no corredor estava uma gritaria.

Como eu não estava me pressionando, resolvi a prova sem importar com esses fatores e foi uma das melhores que eu já fiz, quase gabaritando as respostas. A aprovação não veio por detalhes, mas serviu para me mostrar como devemos trabalhar o nosso psicológico para o dia do certame.

Cursos de formação

O Cespe não tem uma estrutura física como a da Esaf, então os cursos de formação costumam ficar por conta do órgão que está organizando o certame.

Localização e Estrutura Física

O Cespe localiza-se na Asa Norte, em Brasília-DF, em um prédio dentro da UNB (Universidade de Brasília), às margens do Lago Paranoá.

ESAF – ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA

Uma das bancas mais temidas pelos concursandos, a ESAF representa o que há de mais complexo em termos de questões de concursos.

Para resolver as suas provas gigantescas e, costumeiramente, durante todo um final de semana, o concursando deve estar preparado física e emocionalmente.

A banca surgiu em 1945, com as primeiras experiências em cursos de aperfeiçoamento, do Ministério da Fazenda. Em 1967, foi criado o Centro de Treinamento do Ministério da Fazenda – Cetremfa, que se transformou na Escola de Administração Fazendária em 1973.

Em 1975, ocorreu a institucionalização da Escola como Órgão Central de Direção de Atividades Específicas do Ministério da Fazenda; em 1976, foi aprovado seu regimento interno, caracterizando-a como um sistema de Educação Permanente e, desde então, tem estado presente na seleção e no desenvolvimento de servidores públicos.

A ESAF está vinculada diretamente ao Ministério da Fazenda, e é uma banca conhecida por sua seriedade e credibilidade, apesar de histórico recente de suspeita de fraudes em seleções anteriores, notadamente nas da Receita Federal do Brasil.

Focada em treinamentos e capacitações relacionadas a temas tributários, orçamentários e fiscais, a banca organiza, além de seleções de concursos públicos e cursos de formação de carreiras, diversos cursos e eventos de capacitação com parceiros nacionais e internacionais.

Um de seus principais programas é o Programa Nacional de Educação Fiscal, o qual visa o estímulo de participação do cidadão no funcionamento e aperfeiçoamento dos instrumentos de controle social e fiscal do Estado.

Outra capacitação bastante importante da Instituição é a Semana Orçamentária, evento que visa atualizar, aperfeiçoar e gerar conhecimentos relativos aos instrumentos de planejamento, orçamento, administração financeira e compras no âmbito da Administração Pública Federal, por meio de discussão e disseminação dos aspectos mais relevantes aos temas expostos, além de propiciar maior capacitação dos servidores e gestores públicos federais, envolvidos com as atividades próprias do ciclo de gestão de recursos públicos.

A ESAF também oferece cursos de Pós-Graduação e de Mestrado em diversas áreas, organizados por ela ou em parceria com Universidades Federais.

Os cursos de formação de carreiras como as da Receita Federal, Controladoria-Geral da União, MDIC, entre outras, são ministrados na sede da instituição e nos demais centros regionais.

A sede da Esaf situa-se em Brasília, Distrito Federal, e as regionais são integradas através de dez Centros Regionais de Treinamento – Centresafs, com jurisdição em todo o território nacional, localizados na Capital Federal e nas capitais-sedes de Regiões Fiscais, nos principais Estados: Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP), e pelos Pólos de João Pessoa (PB) e Manaus (AM).

A ESAF é uma das mais temidas pelos concursandos. O nível de cobrança das questões é bem aprofundado, e versa principalmente sobre a letra da lei e jurisprudência.

Ou seja, além da leitura aprofundada da teoria através de livros e materiais em PDF, o candidato precisa estar com a letra da lei decorada. Do mesmo modo, necessita dar ênfase, de forma consolidada, às jurisprudências dos principais Tribunais do país, seja de primeiro (Juizados), seja de segundo grau (Tribunais de Justiça, Regionais e Superiores).

Quando nos referimos à letra da lei, mencionamos a lei de forma estrita, descrita em seu formato original.

A banca costuma copiar a letra da lei em suas alternativas e promover pequenas mudanças, o que gera armadilhas e faz com que o candidato se confunda.

É comum que as questões de múltipla escolha induzam sempre o candidato a ficar em dúvida entre duas alternativas. Isso é feito de forma proposital pela organizadora. Ela costuma inserir três alternativas fáceis e duas difíceis, e o candidato fica em dúvida entre essas duas mais complicadas.

Uma vantagem das questões de múltipla escolha é a possibilidade de eliminarmos as alternativas notadamente erradas logo na primeira leitura.

A minha estratégia para as provas da Esaf sempre foi a de começar a questão eliminando de cara essas alternativas notadamente erradas. Com as questões claramente erradas já eliminadas, fica muito mais fácil de achar a alternativa correta, com uma análise mais aprofundada geralmente entre apenas dois itens.

Uma organizadora possui milhares de questões em seu banco de dados. Essas questões são elaboradas por profissionais, professores ou não, contratados da banca.

A orientação é que sejam elaboradas questões de dificuldade pequena, mediana, difícil e muito difícil. A Esaf costuma incluir três alternativas entre média e fácil, e duas entre difícil e muito difícil.

Em todos os concursos, há uma espécie de orientação para que uma das matérias seja de nível muito mais alto do que as demais.

Posso citar alguns exemplos: na prova de Auditor-Fiscal da Receita Federal de 2005, a matéria de Matemática Financeira e Estatística foram quase impossíveis, e eliminaram vários candidatos, em razão de a banca exigir um mínimo de 40% nessa prova.

No concurso de Técnico da Receita Federal de 2006, foi a vez da informática.

No concurso de AFRFB de 2012, Auditoria. E no concurso da CGU de 2012, Direito Administrativo.

Mas isso é normal, e é uma forma de a banca fazer uma seleção natural.

Outra característica da banca é a exigência de mínimo por provas e por matérias, e é nesse ponto que se encontra o gargalo da reprovação.

Uma das situações mais observadas nas provas da Esaf é a de o candidato obter uma pontuação muito alta no conjunto geral de provas, mas ficar de fora dos aprovados por não ter obtido a pontuação mínima exigida no edital.

As provas de Português da banca costumam ser bem desgastantes, apesar de não tão complexas. Geralmente, em uma prova de 20 questões dessa matéria, o candidato que já treinou muito estudando questões anteriores não gasta menos do que 90 minutos para resolvê-la por inteiro.

Como a prova exige concentração e paciência, eu sempre recomendo aos meus alunos que essa seja a primeira a ser feita em um concurso.

O conteúdo mais cobrado nas provas de Português é o de interpretação de textos, e menos de gramática, a qual se vê cobrada, costumeiramente, dentro de um contexto, inserido nas próprias questões de interpretação. Ou seja, há pouca cobrança de gramática literal em suas questões, o que facilita demais o estudo dessa matéria nas provas da Esaf.

O nível de dificuldade das provas de Português é bem inferior às da FGV, por exemplo, que cobra muito a parte gramatical.

Uma das vantagens dessa prova da Esaf é que o candidato não precisa ser um especialista no conteúdo da nossa língua para ter um bom desempenho. Logicamente, ele deve ter um conhecimento no mínimo regular das regras gramaticais, mas o que define mesmo é a concentração, a atenção e a paciência para resolvê-la.

Faço um paralelo das lutas de boxe com as provas de Português da Esaf. Nas lutas de boxe, após determinado tempo de combate, o que define a vitória acaba sendo o preparo físico do lutador, e não as suas técnicas.

Nas provas de Português dessa banca, o que define mais é a paciência e a concentração do candidato, e menos o seu conhecimento da língua em suas regras literais.

Existem vários relatos de aprovados que não eram expert em Português, mas que aprenderam o formato de cobrança da banca, e assim conseguiram uma bela pontuação.

É comum verificarmos pontuações acima dos 80% em Português, em média, nas listas dos aprovados das provas da Esaf, a não ser que essa matéria tenha sido a escoliada para ser a mais difícil do concurso.

Outra prova não tão difícil dessa banca é a de língua estrangeira, mais especificamente de inglês e espanhol. Essas duas são as mais cobradas, mas temos concursos em que o francês também aparece.

Geralmente, a prova de línguas também envolve mais interpretação e menos regras gramaticais. O candidato precisa saber então traduzir o texto dado, que as respostas virão naturalmente.

A prova costuma versar sobre notícias relacionadas ao assunto do órgão para o qual as vagas são destinadas. Recomenda-se então que o candidato estude através de leitura de jornais estrangeiros correlacionados, como o The Economist para as provas da RFB.

A Esaf também possui uma forma própria de cobrar as matérias de Direito. O foco nelas deve se dar em muita leitura da legislação seca em provas de menor nível de dificuldade, como as dos concursos de nível médio e com salários mais baixos.

Por sua vez, em concursos de nível superior, e com altos salários, os Direitos são cobrados através de muita jurisprudência de Tribunais, legislação correlata e doutrina.

Recomenda-se então a leitura dos principais julgados mais recentes, das legislações relacionadas, códigos, constituição federal, além de doutrina.

Ao mesmo tempo, o postulante ao cargo público deve se atentar à resolução de milhares de questões de provas anteriores da própria Esaf, pois muitas delas são repetidas, ou sofrem pequenas alterações.

Reza a lenda que o primeiro colocado da prova de Auditor-Fiscal da RFB de 2005, após tanto repetir o estudo das questões de Direito Administrativo em sua preparação, conseguiu localizar 18 delas, iguais ou muito parecidas, em provas anteriores, no dia do concurso. A prova em voga tinha 20 questões. Ou seja, 90% delas foram resolvidas sem maiores dificuldades por esse aprovado.

No que se referem às demais matérias mais voltadas à área de exatas, como raciocínio lógico, matemática financeira, estatística, contabilidade, economia, finanças, tecnologia da informação etc., o nível de cobrança da banca é alto também, e versa mais em cálculos, e  menos em teoria, como acontece em outras bancas.

O foco então deve ser na resolução de exercícios anteriores parecidos ao estudar essas matérias.

Nas provas de Contabilidade e Economia, por exemplo, costumamos presenciar algumas questões teóricas também, mas o foco é mesmo em cálculo, um pouco diferente da forma de cobrar da banca Cespe, da qual ainda discorreremos nessa obra.

No caso da Contabilidade Geral e Pública, o nível de cobrança da Esaf costuma ser mais pesado que o do Cespe também. Aqui, as questões costumam ser grandes, envolver muitos cálculos e requisitar bastante atenção. As questões de Contabilidade Geral, em razão de muitas contas, costumam ser constantemente anuladas por falhas formais.

O candidato deve ter atenção a isso quando estiver resolvendo a prova de Contabilidade Geral. Se não conseguir achar a resposta de maneira alguma, mesmo sabendo como resolvê-la, a questão pode ter sido formulada de forma incorreta e poderá ser anulada. O candidato deve seguir então para a resolução das demais questões, e não perder todo o tempo da prova em uma questão sem solução aparente.

Nas matérias mais específicas, como as Administração, Comércio Internacional, Legislações Tributárias e correlatas, Ciência Política, Políticas Públicas, depende muito do órgão para qual a banca está organizando o concurso e como ele solicita que seja o nível dessa cobrança.

Seguem alguns exemplos:

Administração Geral e Pública, Ciência Política e Políticas Públicas – Recomenda-se ler a teoria uma ou duas vezes, e partir para a resolução das questões anteriores. A subjetividade dessas quatro matérias requer o pleno conhecimento da abordagem da banca em provas anteriores.

Administração Financeira e Orçamentária e demais – Recomenda-se muita leitura de legislação e manuais, além de um pouco de teoria também. O foco deve ser muito grande nos exercícios anteriores da banca. Ao contrário do Cespe, aqui vemos cobrança de questões de cálculo.

Comércio Internacional e Legislações específicas (Tributária, Aduaneira, Regimento Interno etc.) – Muita leitura de legislação, pois a cobrança é feita em cima dela. Exige-se também muita prática contínua de revisão de questões anteriores.

No que se refere às provas discursivas, o mais comum é que elas sejam aplicadas em um segundo momento, e somente para uma relação de candidatos pré-aprovados nas provas objetivas.

As provas discursivas da Esaf não possuem o nível de cobrança do Cespe em termos formais, e em razão disso, as notas costumam ser mais altas do que as da banca da UNB.

Não que elas sejam mais fáceis, de maneira alguma. A questão é que a correção dos examinadores da banca em voga preza mais pelo conteúdo em si do que pela forma.

Ou seja, a nota relacionada ao quesito formato de sua redação será mais prejudicada nas provas do Cespe do que nas da Esaf.

O número de linhas exigido nas questões da Esaf também costuma ser maior. O normal é que as redações solicitem um número de linhas entre 60 e 90, enquanto que o Cespe costuma exigir 30 linhas.

PRINCIPAIS CONCURSOS

Sem dúvida, os principais concursos organizados pela Esaf são os relacionados ao Ministério da Fazenda, como:

Ministério da Fazenda (ATA e AnTA);

Receita Federal do Brasil (AFRFB e ATRFB);

Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) e;

Secretaria do Tesouro Nacional(AFC/STN).

Isso se dá pela similaridade entre as atividades relacionadas a esses órgãos e as da Escola, nos ramos tributário e fazendário.

De todo modo, outras grandes seleções são organizadas pela banca, algumas delas quase que com exclusividade, como os concursos da:

Controladoria-Geral da União (AFC/CGU) e;

Ministério do Planejamento (EPPGG e APO).

Todavia, outras seleções são esporádicas, como as de:

Auditor-Fiscal do Trabalho do MTE;

Analista de Comércio Exterior do MDIC;

Técnico, Analista e Procurador do Banco Central do Brasil;

Procurador do Distrito Federal;

DNIT;

Ministério do Turismo;

Analista Técnico de Políticas Sociais do MPOG;

CVM;

SUSEP;

alguns Fiscos Estaduais e Municipais.

CURIOSIDADES

A Esaf, assim como todas as demais bancas, possui peculiaridades e curiosidades, as quais não definem a sua aprovação, mas que são detalhes interessantes de serem observados, e que, eventualmente, pode te fazer subir um pouquinho na lista de classificação do concurso.

O chute colocado

Um desses pontos é a questão do “chute colocado”, ou seja, uma técnica interessante para o candidato chutar uma questão quando ele não tem a mínima noção da resposta, ou quando ele está em com uma dúvida muito forte entre dois ou mais itens.

Logicamente que o chute deve ser utilizado somente em último caso, como subterfúgio para não deixar a questão em branco, já que, errar, no caso dessa banca, não gera penalização, como ocorre no Cespe.

Lembrando sempre que essa descrição de técnica de chute colocado não é garantia de acerto e nem de aprovação. Trata-se apenas de um recurso utilizado quando não há outros pelo candidato. Esse recurso é mais interessante que não marcar o gabarito na folha de respostas.

A técnica funciona da seguinte maneira:

Vamos supor que tenhamos uma prova da Esaf com 100 questões. Em cada uma dessas questões há cinco alternativas possíveis de resposta, distribuídas em letras.

Nessas 100 questões, teremos 100 respostas corretas em alguma dessas letras.

A técnica de chute então seria a tentar dividir as suas respostas em 20% para cada letra, mais ou menos.

A banca costuma, em algumas provas, dividir o número de respostas de maneira igual, ou seja, em uma prova de 100 questões, teríamos 20 respostas de gabarito “a”, 20 respostas de gabarito “b”, e assim por diante.

Na hora de chutar, verifique então o número de gabaritos que você marcou e chute na letra que possui o menor número de respostas.

Essa não é uma regra que funciona em 100% das vezes, mas que dá um bom resultado em muitas delas.

O dia da prova

As provas da Esaf são famosas pelo nível de desgaste pelo qual os candidatos são submetidos.

É normal termos um final de semana inteiro de provas, com divisão entre sábado pela tarde e domingo o dia todo.

O tempo disponível para a realização dessas provas vem diminuindo a cada certame também, sem diminuir o número de questões. Ou seja, o candidato tem que responder o mesmo número de questões em um tempo cada vez menor.

Isso serve para medir como o candidato se porta mediante pressão, e já é uma forma de seleção.

Prova de Auditor-Fiscal da RFB em 2012, fonte: Esaf

Uma diferença interessante entre as provas da Esaf e a das demais bancas é que a Esaf não determina previamente a sua localização em sala de aula no momento da prova.

O que ela faz para evitar a cola entre os candidatos é uma distribuição de gabaritos diferentes entre os cadernos de prova. Geralmente temos 4 gabaritos, sendo que as questões de todas as provas são iguais, mas distribuídas em um formato diferente.

Ao chegar à sala, o candidato deverá se sentar na fileira correspondente ao gabarito em que ele foi sorteado.

Nas provas do Cespe, por sua vez, o candidato já tem a uma ficha com as informações pessoais coladas em sua carteira de prova.

A vantagem desse posicionamento da Esaf é que o candidato mais metódico pode escolher sentar longe do ar-condicionado, da porta de entrada, da janela etc. Isso pode ser um diferencial para a sua concentração no momento da prova, e pode fazer a diferença entre dois candidatos com níveis semelhantes de conhecimentos.

Procure chegar cedo às provas da Esaf então, e escolha um bom lugar para se sentar e resolver a prova.

Curso de Formação

O curso de formação da Esaf é organizado em Brasília, tanto na sede do órgão, como em suas dependências localizadas no prédio do Ministério da Fazenda da avenida L2 Sul.

Geralmente, os recém-aprovados nas provas objetivas e subjetivas (e às vezes, nas provas de títulos também) devem, antes da nomeação, passar por um curso de formação com ensinamentos básicos sobre as futuras atividades que eles exercerão em seu órgão de aprovação.

Esse curso de formação costuma oferecer aulas o dia todo, em alguns casos, de domingo a domingo, e provas com medição de conhecimento e com nota mínima de aprovação.

Não é fácil ser reprovado nesses cursos, mas há vários casos em que isso já ocorreu.

Dependendo do concurso, o nível de exigência do curso de formação é maior ou menor. Eu já cursei esse curso duas vezes na sede da Esaf. O primeiro, pela Receita Federal do Brasil, durou um mês, e as aulas ocorreram de segunda a sábado. O segundo, pela CGU, também durou um mês, com aulas domingo a domingo, e com um nível de exigência bem maior nesse segundo caso.

A Esaf possui uma estrutura física invejável em sua sede, e isso torna o curso bem agradável. O próximo tópico versará sobre isso.

Durante o curso de formação é bem comum que os candidatos já organizem encontros, churrascos no próprio órgão após as aulas e/ou provas, joguem futebol em seus campos e quadras, utilizem as piscinas etc.

Sempre há lanches organizados pelo órgão do concurso nos intervalos das aulas.

Como o curso de formação não é eliminatório, mas somente classificatório, a tensão já é bem menor, e o nível de socialização entre os futuros colegas de trabalho torna esse momento marcante na história de vida dos candidatos.

Localização e Estrutura Física

A sede da Esaf está localizada em um bairro nobre da capital federal, que é o Lago Sul. O órgão possui regionais em quase todas as capitais do Brasil.

A sede possui a seguinte estrutura física, de acordo com o seu site:

Sede com 38.000 m2 de área construída e terreno próprio de 422.000 m²

Capacidade para 1.750 alunos – alojamento para 288 alunos

14 salas de aula (490 alunos); 2 salas de conferência (70 pessoas cada, cabine de tradução simultânea); 6 laboratórios de informática (114 microcomputadores)

Auditório com capacidade de 340 pessoas (cabines para tradução simultânea)

Miniauditório I, II e III- 40 pessoas cada

Salão Nobre I – 120 pessoas

Salão Nobre II – 60 pessoas

2 laboratórios de auto-aprendizagem – 4 microcomputadores em cada

Biblioteca – 8.000 volumes (essa biblioteca é aberta ao público externo, e muitos concurseiros de Brasília a utilizam)

Estúdio de Multimeios

Refeitório – 400 pessoas

Lanchonete

Capela ecumênica, com 225 m2

Rouparia

Diversas áreas de estacionamento

Centro de Editoração e Material Didático

Churrasqueiras

Praças de esportes

(Quadras de tênis, basquetebol, voleibol, futebol de campo, de areia e de salão, piscina, bilhar, pingue-ponge, xadrez, damas)

Sauna seca e úmida

2 pistas de cooper

Um abraço.

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Autor(a): Professor Bruno Fracalossi

Bruno Fracalossi é Auditor Federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União, exercendo suas atividades na Corregedoria-Geral da União. Já foi Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Goiás e atualmente cursando Direito no IESB/DF. Pós-graduado em Gestão Pública com ênfase em Ciência Política e em Auditoria Financeira pela UNB/ISC-TCU. Autor do livro Guia Completo das Carreiras Públicas Federais pela editora Impetus. Coach com quase quatro anos de experiência, e com mais de 800 alunos treinados, sendo inúmeros já aprovados. Professional and Self Coach/Leader and Manager as a Coach/Analista Comportamental certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLA Coaching) com reconhecimento da International Association Of Coaching. Membro da Sociedade Latino Americana de Coaching. Um dos pioneiros no mercado de Coaching para Concursos no Brasil.

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