Caros, olá!

Vou comentar aqui uma questão de contabilidade de custos muito bonita da Cespe, que gerou várias dúvidas em alguns alunos, pois entendiam que matéria prima não poderia ser classificada como investimento. Mas, pode!

Vamos lá!

A assertiva ofertada pela banca foi a seguinte:

“A matéria-prima é considerada um investimento no momento de sua aquisição, e torna-se custo ao ser utilizada para a geração do produto.”

Isso está correto!

Vamos ver o motivo.

Os gastos podem ser divididos quatro tipos:

1 – Investimento

Gasto com um bem ou serviço que é ativado em função de vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros.

São exemplos de investimento os gastos em:

  • máquinas
  • imóveis
  • móveis e utensílios;
  • concessões
  • veículos
  • matéria prima (enquanto não utilizada)
  • participações em outras empresas

Muita atenção à matéria prima:

A matéria prima, enquanto não entra no processo de produção, é classificada como investimento circulante (estoque).

Quando passa ao processo produtivo, passa a ser considerada custo. 

2 – Custo

Gasto com bens ou serviços que serão utilizados no processo produtivo, dando origem a outros bens ou serviços.

São exemplos de custo os gastos em:

  • matéria prima quando entra no processo produtivo;
  • energia consumida na fábrica;
  • aluguel da fábrica;
  • salários do pessoal da produção
  • seguro das instalações fabris e das máquinas;
  • depreciação da instalação industrial;
  • manutenção das máquinas da produção.

Aqui é importante fixar alguns pontos:

  • O mesmo elemento de gasto pode ser considerado custo ou despesa, dependendo de estar ou não relacionado à produção.

Por exemplo:

Salário do funcionário da produção: custo

Salário do funcionário administrativo: despesa

Energia da fábrica: custo

Energia do escritório: despesa

  • As matérias primas são um gasto que no momento da compra vão para o estoque como investimento, e passam a ser consideradas um gasto do tipo custo na entrada no processo produtivo.
  • A energia elétrica utilizada no processo produtivo é um gasto classificado diretamente como custo.
  • A depreciação dos equipamentos industriais é um gasto classificado como custo. Na prática, ela transforma o investimento feito no equipamento em custo dos produtos elaborados. 

3 – Despesa

Gasto com bens ou serviços que não são utilizados nas atividades produtivas e têm seu consumo relacionado à obtenção de receitas. Aqui utilizamos o conceito de receita estudado na Contabilidade Geral.

São exemplos de despesa os gastos em:

  • salários da área de administração e vendas;
  • energia elétrica das áreas administrativas;
  • aluguel e seguros das áreas administrativas;
  • depreciação de veículos comerciais.

Outro aspecto que demanda atenção:

Todo produto tem seu custo composto por várias parcelas de gasto, e todo esse custo vai ser transformado em despesa no momento em que o produto sai do estoque. Sim, todo custo se transforma em despesa. Essa despesa é chamada de CPV, ou custo dos produtos vendidos, e é contabilizada, a partir do momento da venda, da mesma forma que o CMV (custo da mercadoria vendida) e o CSP (custo do serviço prestado).

Vamos acompanhar a vida de um equipamento industrial dentro de uma entidade.

  • Na sua compra, o gasto é ativado e o equipamento é um investimento.
  • Quando começa a operar, o equipamento tem sua depreciação atribuída ao custo da produção.
  • Na venda dos produtos, o custo é transformado em despesa (CPV) e parte do valor do equipamento está nessa despesa
  • Ao final de sua vida útil, todo o investimento terá passado pelo custo e se transformado em despesa (CPV).

4 – Perda

Não há unanimidade doutrinária na classificação das perdas como tipo de gasto, mas essa é a corrente majoritária e é também a posição das bancas.

Perda é um gasto originado no consumo anormal e involuntário de um bem ou serviço do qual se esperava benefício econômico.

As perdas são contabilizadas, como as despesas, no resultado, mas distinguem-se delas (das despesas) por não serem feitas com o objetivo de obter receita.

Muitos detalhes?

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Vamos que vamos!

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Bons estudos!

Professor Marcelo Seco

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Autor(a): Professor Marcelo Seco

Vou acompanhá-los nas matérias de Contabilidade Geral, Pública e de Custos, além de Auditoria e de Legislação Tributária Estadual e Municipal. Sou paulistano, graduado em Sistemas de Informação e pós-graduado em Engenharia de Software. Minha experiência no mundo dos concursos começou em 1992, ano em que fui aprovado em concursos para a Sabesp (Analista de Sistemas), Cetesb (Analista Administrativo) e Comgás (Analista Financeiro). Na época, embora tivesse passado em primeiro lugar na Comgás, acabei optando pela Sabesp, onde trabalhei por alguns anos. Em determinado momento resolvi sair da Sabesp para a iniciativa privada (sim, isso acontece, meus caros). Em meus anos no setor privado ocupei os cargos de Diretor Administrativo e Diretor Financeiro, o que me proporcionou adquirir um vasto leque de conhecimentos. Em janeiro de 2009 retomei a vida de concurseiro e, tendo sido aprovado no primeiro concurso para APOFP da Sefaz-SP, voltei ao serviço público. Em 2012 fui aprovado no concurso para AFTM do Município de São Paulo, cargo que exerci até há pouco tempo. Atualmente sou Agente Fiscal de Rendas na Sefaz-SP. Nos últimos sete anos tenho estado imerso nesse mundo e angariei conhecimento sobre as matérias que precisamos estudar e também sobre a forma correta de nos prepararmos para as provas. É esse conhecimento, associado à minha experiência como professor do Ponto e da Escola Fazendária de São Paulo, que pretendo dividir com vocês.

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