Olá, querido(a)s amigo(a)s, tudo bem!

Veremos a partir desse post uma série de dicas quentes para as provas vindouras da disciplina Tecnologia da Informação, cobrada em diversos certames da área fiscal e outras.

No post de hoje, daremos início ao estudo da normalização de dados, vamos lá!

A normalização de dados é uma série de passos que se segue no projeto de um banco de dados que permite um armazenamento consistente e um eficiente acesso aos dados em um banco de dados relacional. Esses passos reduzem a redundância de dados e as chances dos dados se tornarem inconsistentes.

As primeiras formas normais foram criadas na década de 1970 por Codd, e persistem até hoje. Elas são importantes para verificar se seu Banco de Dados está bem projetado.

Vamos ver então as principais formas normais.

Primeira Forma Normal (1FN)

Uma relação estará na 1ª FN se não houver atributo representando agrupamento (não atômico) e nem atributo repetitivo (multivalorado).

A 1a Forma Normal prega que todos os atributos de uma tabela devem ser atômicos (indivisíveis), ou seja, NÃO são permitidos atributos multivalorados, atributos compostos ou atributos multivalorados compostos.

Leve em consideração o esquema a seguir:

CLIENTE

  1. Código
  2. { Telefone }
  3. Endereço: ( Rua, Número, Cidade )

gerando a tabela resultante:

sendo que a mesma não está na 1a Forma Normal pois seus atributos não são atômicos.

Para que a tabela acima fique na 1a Forma Normal temos que eliminar os atributos não atômicos, gerando as seguintes tabelas como resultado:

Segunda Forma Normal (2FN)

Uma relação estará na 2ª FN, se e somente se, estiver na 1a FN e os seus atributos não chaves forem dependentes funcionais completos da chave primária.

Em outras palavras, se algum atributo da tabela depender funcionalmente apenas de parte da chave primária, então este atributo deverá migrar para outra tabela. Dessa forma, eu não posso ter um atributo na chave primária que, sozinho, define um outro atributo não chave.

A 2a Forma Normal prega o conceito da dependência funcional total. Uma dependência funcional X à Y é total se removemos um atributo A qualquer do componente X e desta forma, a dependência funcional deixa de existir.

A dependência funcional X à Y é uma dependência funcional parcial se existir um atributo A qualquer do componente X que pode ser removido e a dependência funcional X à Y não deixa de existir.

{ RG_Empregado, Número_Projeto } à Horas

é uma dependência funcional total, pois se removermos o atributo RG_Empregado ou o atributo Número_Projeto, a dependência funcional deixa de existir. 

Uma tabela T está na 2a Forma Normal se estiver na 1a Forma Normal e todos os seus atributos não chaves forem totalmente funcionalmente dependentes da chave primária C.

Se uma tabela não está na 2a Forma Normal, a mesma pode ser normalizada gerando outras tabelas cujos atributos que não façam parte da chave primária sejam totalmente funcionalmente dependentes da mesma, ficando a tabela na 2FN.

Vamos, então, à aplicação do conteúdo aprendido (teste os seus conhecimentos)!

Exemplo 1: Seja a relação FabricanteProduto abaixo não normalizada na 2FN.

Os atributos que fazem parte da chave primária, de forma isolada, determinam um atributo não chave.  Nesse caso, Id_Fabricante determina Pais e Id_Produto determina o ValorUnitario. E como fazer para deixar essa relação na 2FN? Simples, basta desmembrar a relação anterior em duas relações:

Exemplo 2: Seja a relação VeiculoProprietario, destacada a seguir, não normalizada na 2FN.

Os atributos que fazem parte da chave primária, de forma isolada, determinam um ou mais atributos não chave.

Nesse caso, Cod_Veiculo determina NomeVeiculo e Fabricante e Cod_Proprietario determina o NomeProprietario.

E como fazer para deixar essa relação na 2FN? Simples, basta desmembrá‑la em duas relações:

Exemplo 3: (CESPE/2018/EBSERH/Analista de Tecnologia da Informação)

Com relação a banco de dados, julgue o item seguinte. Em normalização, a primeira forma normal é caracterizada por uma tabela com a existência obrigatória de uma chave primária e uma chave estrangeira.

Comentários:

Em um projeto de banco de dados relacional o conceito de chave primária e chave estrangeira é um dos principais pilares para manter a integridade dos dados e não está diretamente relacionado à primeira forma normal (1FN).

Isso quer dizer que mesmo tendo uma tabela desnormalizada ela ainda precisa das chaves primária (identificar de maneira única o registro) e estrangeira (realizar a relacionamento entre os registros).

Uma tabela está na 1FN se, e somente se, todos os valores das colunas (todos os atributos) forem atômicos. Assim, a 1FN diz que um atributo não pode conter múltiplos valores (não pode possuir atributos multivalorados nem compostos).

Imagine o atributo ENDERECO que é composto pelo nome da rua, bairro e cidade. Várias informações em um único campo não podem existir (viola a 1FN). Nesse contexto, o valor do atributo deve ser indivisível ou único.

Conforme visto, o item da questão está errado!

Gabarito: item errado.

MEMOREX

Normalização:  visa diminuir a redundância de dados e as chances dos dados se tornarem inconsistentes.

1ª Forma Normal (1FN)

Uma relação estará na 1ª FN se não houver atributo representando agrupamento (não atômico) e nem atributo repetitivo (multivalorado).

2ª Forma Normal (2FN)

Uma relação estará na 2ª FN, se e somente se, estiver na 1a FN e os seus atributos não chaves forem dependentes funcionais completos da chave primária.                                                       

As formas normais são cumulativas, ou seja, para estar na 2FN um atributo deve estar também na 1FN e assim sucessivamente.

Gostou? Então aproveitem!

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Até o próximo post!

Um abraço,

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Autor(a): Professora Patrícia Quintão

É professora de Informática para Concursos desde o ano de 2003. No Ponto dos Concursos, tem ministrado aulas de informática e tecnologia da informação desde 2009, além de integrar a equipe dos professores que atuam no Coaching para Concursos, assessorando os candidatos para que consigam atingir seu objetivo: a aprovação em concurso público, de forma mais rápida e eficiente. Auxilia também os candidatos na elaboração dos recursos (Ponto Recursos) e é coordenadora dos cursos de TI e informática do Ponto. Também tem lecionado disciplinas técnicas da área de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, em cursos de graduação e pós-graduação, além de atuar como gerente de segurança da informação da PRODABEL-Prefeitura de Belo Horizonte/MG. É Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação pela COPPE/UFRJ, Especialista em Gerência de Informática e Bacharel em Informática pela Universidade Federal de Viçosa. Atua ainda como membro: da Sociedade Brasileira de Computação, do PMI - Project Management Institute (e do Brazil Chapter do PMI, com sede em BH), da ISACA (associada também ao Capítulo Brasília), da Comissão de Estudo de Técnicas de Segurança (CE-21:027.00) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), responsável pela elaboração das normas brasileiras sobre gestão da Segurança da Informação. Tem certificações técnicas na área de segurança, gerenciamento de projetos, governança e redes, além de artigos publicados a nível nacional e internacional com temas da área de informática. Autora dos livros: - "Informática FCC - Questões comentadas e Organizadas por Assunto", e - "1001 questões comentadas de informática-CESPE", E como não poderia deixar de ser, nas horas vagas, também concurseira, tendo sido aprovada em vários concursos, como: Professora titular do Departamento de Ciência da Computação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia; Professora substituta do Departamento de Ciência da Computação da UFJF; Analista de Tecnologia da Informação/Suporte, Prodabel; Analista do Ministério Público MG; Analista de Sistemas, Dataprev, Segurança da Informação; Analista de Sistemas, Infraero; Analista - TIC, Prodemge; Analista de Sistemas, Prefeitura de Juiz de Fora; Analista de Sistemas, SERPRO; Analista Judiciário (Informática), TRF 2ª Região RJ/ES, etc.

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