Em tempos tão difíceis, um título como este pode causar estranheza, até mesmo incompreensão. Todavia, conforme vamos demonstrar, tal expressão tem muito a ver com o que estamos vivendo. Dela, é possível extrair um importante significado, que revela o estudo como um dos caminhos mais seguros a serem trilhados na vida.

Na verdade, o nome do artigo se refere ao poema de Fernando Pessoa, que se assim se inicia: Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso.”

Dentre as interpretações desse poema, uma me chama bastante a atenção: Navegar é preciso, porque possui precisão, no sentido de que existe uma ciência da navegação, existem mapas, existem experiências, existe, enfim, exatidão nesse ato. Viver, porém, não é preciso, pois traz consigo diversos acontecimentos extraordinários, muitas vezes imprevisíveis, ou seja, sem precisão, sem exatidão, com surpresas e reviravoltas.

Nesse sentido, o estudo se aproxima da navegação. Trata-se de caminho aberto para todos. Nele, podemos estabelecer uma meta, um ponto a ser atingido.

O estudo, tal qual a navegação, nos direciona ­à terra firme. Nesse percurso, abrimos mapas, que são os livros, percorremos páginas, como se fossem águas de um imenso oceano. Temos um sonho, o de encontrar nossa terra, nosso lugar, nosso porto seguro. Depois de transcorrer mares revoltos, lidar com a imprecisão da própria vida, nos firmamos nos roteiros, nas aulas, nas dicas, em nossa força de vontade, e seguimos adiante, com persistência e humildade, indo ao encontro daquilo que projetamos lá atrás, desde o início, quando decidimos lutar.

É certo que os acontecimentos vão interferir nesse caminho. A indiferença absoluta é desumana. Se estamos sozinhos e não sabemos lidar com a solidão, ficamos tristes e isso tende a minguar nossa força; se estamos doentes, a dificuldade é grande; se temos recursos, a viabilidade é maior.

Mesmo assim, das opções da vida, estudar significa muito. Ao tomarmos essa decisão, um quadro de oportunidades se abre: graduações, especializações e concursos públicos. Trata-se de uma das melhores escolhas que podemos fazer. Representa, sobretudo, a luta por algo melhor, a possibilidade de crescer e de se tornar uma pessoa mais consciente, que aprenda a discernir o mundo e a acumular sabedoria. É nessa acepção que o título deve ser interpretado. É com esse chamado que quero convidá-los para adotar o estudo como caminho para um futuro melhor. Embora a precisão do estudo seja influenciada pela imprecisão da vida, existem pessoas que já passaram por isso, é possível chegar à terra firme, e, para todos que assim desejarem, é possível a aprovação em um concurso público!

Bons estudos!

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Autor(a): Professor Moisés Moreira

Professor de Direito Administrativo e Direito Previdenciário. Professor de prática previdenciária em pós-graduações. Conselheiro da 3ª Câmara de Julgamento – CAJ do Conselho de Recurso da Previdência Social - CRPS. Mestrando em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas pela UDF em Brasília. Pós-graduado em Direito Previdenciário, Trabalhista e Constitucional. Servidor público efetivo do INSS (Analista do Seguro Social). Atuou como Diretor de Benefícios substituto do INSS e Coordenador-Geral de Reconhecimento de Direitos do INSS entre 2017 e 2019. Atuou como Coordenador-Geral de Auditoria em Benefícios do INSS entre 2015 e 2016.

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