Olá, amigo(a) concurseiro(a)!

Você certamente conhece alguém que estuda “profissionalmente” para concursos há bastante tempo, mas ainda não conseguiu a tão sonhada vaga, não é mesmo?

Pois saiba que essa situação é mais comum do que se imagina.

Após anos lidando com concursos e concurseiros(as), identifiquei algumas causas comuns que levam a essa situação, as quais compartilho com você a seguir.

1. Estudar menos tempo (real) do que deveria

Vejo alunos que afirmam estudar 8, 10, e até 12 (!) horas diárias. Sinceramente? Não creio ser possível manter o mesmo nível de atenção por tantas horas, durante meses (ou anos) seguidos.

Sempre adotei a estratégia de contabilizar apenas as horas “líquidas” de estudo.

Explico: ao iniciar, dispare o cronômetro do seu celular. Pare-o toda vez que for ao banheiro; quando der aquela “espiada” nowhatsapp; quando o pensamento “viajar” para outro assunto, etc.. Deixe-o correr novamente apenas quando voltar, “de verdade”, ao assunto.

Você irá se surpreender com o resultado! Dificilmente conseguimos mais do que 3 ou 4 horas diárias de foco absoluto no estudo.

Faça o teste e veja se, realmente, você está estudando a quantidade de horas “líquidas” planejadas.

2. Estudar de forma errada (falta de experiência “concurseira”)

Pode parecer estranho, mas,na verdade, tão importante quanto conhecer as matérias previstas no edital, é saber fazer a prova!

Com tristeza, vejo candidatos que se perdem no aprofundamento de temas que, normalmente, são cobrados de forma superficial pelas bancas examinadoras. Lembre-se: os editais, em sua maioria, não exigem “especialistas” em nenhum assunto!

Um exemplo clássico são as questões do tipo “letra de lei”: aquelas que exigem a simples memorização de artigos, sem nenhum outro conhecimento agregado.

Resultado: perda de tempo, dinheiro e energia, que poderiam ser aproveitados em outros assuntos, rendendo melhores resultados na prova.

Para evitar esse problema, sugiro que, ao se decidir por um concurso, procure conhecer bem o seu examinador. Faça muitos exercícios daquela banca específica (muitos mesmo! Milhares, se possível!) para se acostumar com a forma de abordagem dos temas, com as “pegadinhas”, com os autores “preferidos”, etc.

Enfim, “conhecer (bem) o seu inimigo” é a chave do sucesso em qualquer batalha.

3. Falta de um planejamento (efetivo) de estudo

Esse é o ponto que, pela importância, distingue os aprovados dos eternos “concurseiros”.

É preciso determinar omomento no tempo, onde seu estudo precisará estar “completo”. Mesmo que o edital ainda não tenha sido divulgado, é preciso estimar esse momento. Seu planejamento deve fazer você chegar lá no ponto “ótimo” de sua preparação. Nem antes, nem depois.

Entenda: ninguém consegue manter,indefinidamente,sua melhor “condição” para uma disputa.A fadiga mental, a ansiedade, a curva do esquecimento, dentre outros fatores, fazem com que a nossa condição vá, naturalmente, se degradando com o tempo. Funciona assim com os atletas de alto rendimento e também com os concurseiros. Não há como evitar.

O gráfico a seguir evidencia o que queremos dizer.

Imagine que cada uma das três linhas represente o desempenho da preparação de um candidato. O vermelho “exagerou” na dose: estudou muito antes da prova, atingiu rapidamente um alto nível de preparação, mas, na data do concurso, sua condição era a pior dos três.

O candidato azul, ao contrário, perdeu o “timing” da prova. Foi lento demais em sua preparação. De acordo com o seu planejamento, o ponto “ótimo” só seria atingido muito tempo depois do concurso.

Já o candidato preto “acertou na mosca”! Seu planejamento foi preciso, e o concurso “casou” certinho com o melhor ponto de sua preparação. Certamente, o sucesso lhe sorriu!

4. Má gestão do tempo

Aprendi na carreira militar que “o tempo para realizar uma tarefa é aquele que você tem disponível”. Então, se você tem pouco tempo, não o perca com lamentações. Faça-o render ao máximo!

Vejo alunos planejarem o estudo sequencial de matérias, do tipo “uma por semana”. Isso é inadequado! Pesquise um pouco sobre a “curva do esquecimento”, e verá que o ideal é estudar “tudo ao mesmo tempo”, fazendo revisões constantes.

Além disso, cuidado com a tendência (natural) de dedicar mais tempo a assuntos com os quais temos mais afinidade. Se você tem pouco tempo, utilize o peso relativo de cada disciplina na nota do concurso como parâmetro para distribuição da carga horária.

Por fim, lembre que o descanso faz parte do processo de aprendizado. Não despreze os efeitos danosos da fadiga mental, mesmo no curto prazo.

5. Foco no SEU concurso

Não foi um erro de digitação. O “seu”, está, de propósito, em caixa alta. Quero mostrar que, ao se decidir por um concurso, suas energias devem estar concentradas nele.

É claro que o tempo, as necessidades financeiras, as demandas da família nos “empurram” para os concursos que “aparecem pelo caminho”. Não há problema nisso, desde que você não precise se afastar demais do plano inicial.

Veja bem: se um concurso alternativo demandar o estudo de matérias totalmente diferentes daquelas que você planejou, então é possível que todo seu esforço, até aquele ponto, seja perdido.

Não seja um daqueles que “atiram para todo lado”. Você se cansa, frustra, e ainda desperdiça munição…

É isso!

Se essas ideias puderem ajudar você, amigo(a) leitor(a), ou alguém próximo, ficarei muito feliz!

Um forte abraço!

Leandro Igrejas.

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Autor(a): Professor Leandro Igrejas

Graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Já foi oficial da Marinha do Brasil, formado pela Escola Naval (1º colocado), Analista Judiciário do TRE/RJ (concurso de 2007, 5º colocado) e advogado no RJ. Atualmente, ocupa o cargo de Analista da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP (concurso de 2010, 1º colocado), onde atua no julgamento de processos administrativos sancionadores.

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