Olá concurseiros (as)! 

 

No meu último artigo tratei do método de estudos 4 x 1, compartilhando com vocês uma experiência que foi muito eficiente para mim.

 

Nesse novo artigo focarei ainda no tema preparação para concursos, abordando a seguinte indagação: vale a pena fazer concursos mesmo não estando preparado?

 

Pense num candidato que começou a estudar para concursos agora. Só tem um mês de estudos. E aí? Valerá a pena ele já encarar provas?

 

Na minha opinião, vale a pena demais, pelo simples fato de participar de concursos ser parte da preparação de um candidato.

 

Obviamente que o fator custo deve ser levado em consideração na escolha de quais concursos fazer a título de preparação.

 

Vamos focar no tal candidato que citei acima apenas com um mês de estudos. Esse candidato pretende fazer concursos para tribunais federais.

 

Focou nos conteúdos programáticos afeitos a essas carreiras e durante um ano estudou sem prestar qualquer prova.

 

Finalmente surge um concurso que ele resolve prestar. Considera-se preparado, pois nesse período conseguiu estudar com muita dedicação.

 

E chega o grande dia… o conhecimento está transbordando de tão preparado que ele está.

 

Só que nosso candidato está muito nervoso, pois nunca fez uma prova de concurso. Tudo é novidade para ele.

 

As provas são distribuídas para os candidatos e as suas mãos estão trêmulas. Ele transpira muito. Logo nos primeiros minutos fica assustado com o branco inicial, pois as respostas não surgem na sua mente.

 

Isso lhe traz desequilíbrio. Pensamentos negativos tomam-lhe a mente.

 

Com mais ou menos duas horas de prova resolve comer alguma coisa. Ele levou um lanche leve. Porém, ao comer, seu estômago embrulha completamente. Agora, além do nervosismo, tem também o mal estar.

 

Tudo está dando errado…

 

Melhor parar com a narração por aqui, pois já temos condições de concluir que essa experiência do nosso concurseiro foi um fracasso.

 

Sabe qual foi o erro dele?

 

Apenas preparou-se quanto ao conteúdo das disciplinas, mas se esqueceu da preparação física e emocional.

 

Agora imaginem se nosso personagem, desde o começo dos seus estudos, já estivesse prestando concursos. Será que nessa prova, para a qual ele estava muito preparado, seria surpreendido com reações físicas e emocionais? Tenho certeza que não!

 

Não importa para qual cargo seja o concurso, pois será usado para preparação, para que o candidato se acostume com o clima de concursos públicos, para conhecer o comportamento do seu organismo nas vésperas e no dia de um prova, para identificar quais alimentos podem ser consumidos durante as provas sem lhe fazer mal, se precisa de muitas idas ao banheiro, quanto tempo consegue ficar focado na prova sem um intervalinho, como lidar com brancos iniciais. Todos esses dados são importantíssimos!

 

Com base nessas informações o candidato buscará seu equilíbrio físico e emocional para encarar os concursos que garantirão o seu futuro.

 

Quer um exemplo: durante meus estudos eu tirava um dia da semana para estudar num quarto na minha casa cuja janela dava de frente para um ponto de taxi. Eu fazia isso para me acostumar a também concentrar com barulho, pois não podia contar que todas as salas de provas seriam silenciosas.

 

Num dos concursos no qual fui aprovado – Procurador Federal – eu fiz uma fase numa faculdade em Belo Horizonte que estava em obras. O pátio dessa obra era distante, mas o barulho das britadeiras chegava muito fácil na sala. Lembro-me dos candidatos solicitando que as janelas fossem fechadas, o que o instrutor não permitiu porque ficaria insalubre a sala. O barulho não era muito alto, mas era constante. Não me atrapalhou em nada, pois eu já estava preparado para aquilo. Os demais candidatos chamaram de imprevisto. Eu não, pois na minha preparação aquilo era previsível, portanto, não me pegou de surpresa.

 

Pense quando você chega no primeiro dia de aula numa turma presencial. Agora projete seis meses. Compare o seu comportamento no primeiro dia com o do último. Sem sombras de dúvidas neste você estará muito mais a vontade. E olha que em sala de aula não há a pressão do concurso.

 

Respeitadas as proporções, o raciocínio é muito parecido. É preciso quebrar o clima de novidade. Nosso organismo reage muito melhor com aquilo que ele já conhece.

 

Portanto, se você está começando a estudar – ou se já estuda faz algum tempo e ainda se sente nervoso nas provas -, escolha alguns concursos para fazer. Observe a reação do seu organismo e acompanhe gradativamente a sua evolução física e emocional. Prepara-se de forma ampla. Um dia a notícia da nomeação vai chegar. É só questão de dedicação, insistência e tempo.

 

Grande abraço e até o próximo artigo.

 

 Prof. Armando Mercadante.

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Autor(a): Professor Armando Mercadante

Armando Mercadante é professor de Direito Administrativo para concursos públicos. Em 2007 foi nomeado para os cargos de Procurador Federal (AGU) e Procurador do Estado de Minas Gerais, tendo optado por tomar posse neste último, cargo que atualmente exerce. É Autor dos livros "Direito Administrativo: comentários à jurisprudência do STF e do STJ noticiadas nos informativos jurisprudenciais. 2010. Ed. JusPODVIM" e "Coleção Questões CESPE Comentadas - Direito Administrativo. 2011. Ed. JusPODVIM".

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