Michael Monsoor, um elemento de operações especiais da Marinha Americana, estava em um telhado no Iraque lutando contra insurgentes, quando um dos inimigos lançou uma granada em direção a sua equipe. A granada ricocheteou em seu peito e caiu no chão.

Monsoor não pensou duas vezes. Pulou em cima da granada para absorver o impacto da explosão. Monsoor faleceu 30 minutos após o evento, longe de casa, em 29 de setembro de 2006. Todos os outros integrantes da equipe sobreviveram.

Um detalhe importante é que Monsoor era o único no telhado que tinha acesso direto a uma rota de fuga. Era o único que tinha chances reais de sobreviver. Mas escolheu o sacrifício. Com certeza, naquele momento, ele não pensou que deixaria de ir na Disney com seus filhos ou que não poderia quitar a hipoteca de sua casa. Ele agiu conduzido por um propósito grande. E é justamente isso que as pessoas que estão dispostas a se sacrificar fazem: elas são guiadas por sentimentos nobres de honra e dever. Pessoas que pensam apenas em dinheiro ou em glória, raramente conseguem sustentar, por grandes períodos de tempo, a paixão necessária para dar cabimento à tarefa.

Quando estudava para um concurso público e me sentia pequeno diante do desafio, eu sempre trazia à tona meus propósitos, como, por exemplo, ter mais tempo para minha família e permitir que minha esposa dormisse em paz sem a incerteza de despedir do marido todos os dias e não saber se ele iria voltar ou não. Jamais pensava que a aprovação em um bom concurso permitiria ter uma casa com piso importado ou usar a roupa da moda. A nobreza dos meus sentimentos impulsionou minha vontade e anestesiou a dor oriunda dos sacrifícios.

E foram muitos.

Era preciso sacrificar meu lazer particular para garantir que meu filho tivesse uma boa lembrança de sua infância, mesmo durante minha preparação.

Era preciso sacrificar minha carreira para dar paz a minha esposa.

Ninguém que se sacrifica de verdade o faz por motivos pequenos ou mesquinhos. Monsoor não pulou na granada por vingança, para aparecer ou dar autógrafos. Ele não deu chilique e nem reclamou que era a “sua vez”. A missão estava clara em sua mente: ele o fez porque tinha que que ser feito.

Michael Monsoor foi condecorado, postumamente, em uma cerimônia na Casa Branca, com a mais alta homenagem das Forças Armadas Americanas, a Medalha de Honra, por sua bravura e patriotismo. No seu túmulo está escrito NO REGRETS (sem arrependimentos).

Essa é a minha noção de sacrifício. Relacionada ao cumprimento altruísta do dever. A fazer o que precisa ser feito, com amor e devoção, sem esperar nada em troca. Se não for assim, o desconforto vai falar mais alto e você vai abandonar sua missão. É preciso um propósito nobre para se sacrificar.

Se você está achando contabilidade ou matemática difícil demais, ou que o mundo não conspira a seu favor e que sua aprovação está demorando, sugiro que reveja sua definição de sacrifício. Pode estar precisando.

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Autor(a): Professor Igor Oliveira

Igor Oliveira é servidor público federal, Analista Técnico da SUSEP. Foi oficial fuzileiro naval e piloto de helicóptero na Marinha do Brasil. Igor faz parte da equipe da coordenação do Ponto dos Concursos.

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