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Fala galera! Segue um artigo elucidativo, para aqueles que ainda não sacaram o “macete” do CESPE.

Uma preocupação comum que vejo entre os alunos dos cursos de redação é com a gramática. Em função disso, muitas pessoas ficam estudando acentuação, hífen, crase e assuntos similares, crentes que, com isso, estarão se preparando para uma redação melhor.

Vocês já viram o cálculo da nota final da discursiva nas provas do CESPE? É assim:

NF = NC – 2xNE / NL

NF = nota final

NC = nota de conteúdo

NE = número de erros

NL = número de linhas escritas

Que tal fazermos uma simulação, para ficar mais claro?

Joãozinho escreveu uma dissertação de 30 linhas, valendo 40 pontos (a maioria das provas do CESPE vem assim). Digamos que ele estudou muita gramática, cometendo apenas 5 erros em toda sua prova. Quanto será o desconto na nota?

5×2/30 = 0,33

Temos trinta e três décimos, em um universo de 40 pontos.

Agora, a prova de Ricardinho, um péssimo aluno de gramática. Cometeu um erro em cada linha (isso é MUITA COISA. Nunca vi uma redação real com tantos erros).

30×2/30 = 2,00

Reparem que, apesar de ser significativamente maior, o desconto ainda é pequeno, considerando um universo de 40 pontos. Pensando em uma situação mais real, de 10 ou 15 erros totais na prova, teríamos um desconto, respectivamente, de 0,66 e 1,00.

O que isso nos diz?

Diz que, no CESPE, o que vale mesmo é saber estruturar o conteúdo, apresentá-lo ao examinador. O candidato deve buscar ferramentas linguísticas que o ajudem a obter a maior nota de conteúdo possível. Afinal, não basta saber o conteúdo, é preciso conseguir botá-lo no papel, mostrá-lo ao examinador.

Por esse motivo, estudar redação não é estudar crase. É estudar tópico frasal, construção de argumentos, conexão entre ideias, utilização de palavras-chave que mostrem onde está o conteúdo, e por aí vai.

Curso de redação é curso de redação. Gramática se aprende no curso de português.

Não estou mandando ninguém abandonar o português. Porém, se você tem dificuldades de redigir, não se preocupe com crase ou colocação pronominal. Tente estudar macroestrutura.

Para tentar comprovar o que acabei de escrever, usarei o famoso “argumento de autoridade”, trazendo aqui para vocês o sumário do livro de referência na área de redação, chamado Comunicação em Prosa Moderna. Um clássico. Obviamente, já li de trás pra frente, e sempre consulto para montar as aulas:

Primeira Parte — A FRASE

Ca p í t u l o I

Estrutura sintática da frase

Processos sintáticos

Organização do período

Como indicar as circunstâncias e outras relações entre ideias

C a p í t u l o II

Feição estilística da frase

C a p í t u l o III

Discursos direto e indireto

C a p í t u l o I V

Discurso indireto livre ou semi-indireto

Segunda Parte — O VOCABULÁRIO

C a p í t u l o I

Os sentidos das palavras

C a p í t u l o II

Generalização e especificação — o concreto e o abstrato

C a p í t u l o III

Famílias de palavras e tipos de vocabulário

C a p í t u l o I V

Como enriquecer o vocabulário

C a p í t u l o V

Dicionários

Terceira Parte — O PARÁGRAFO (minha favorita)

C a p í t u l o I

O parágrafo como unidade de composição

C a p í t u l o II

Como desenvolver o parágrafo

C a p í t u l o III

Parágrafo de descrição e parágrafo de narração

C a p í t u l o I V

Qualidades do parágrafo e da frase em geral

Quarta Parte — EFICÁCIA E FALÁCIAS DA COMUNICAÇÃO

C a p í t u l o I

Eficácia

C a p í t u l o II

Falácias

Quinta Parte — PONDO ORDEM NO CAOS

Modus sciendi

Sexta Parte — COMO CRIAR IDEIAS

A experiência e a pesquisa

Sétima Parte  —PLANEJAMENTO

C a p í t u lo I

Descrição

C a p í t u l o II

Narração

Ca p í t u l o III

Dissertação

C a p í t u l o I V

Argumentação

00Fecho esse texto com o “slogan” mais usado pelo autor desse livro:

Aprender a escrever é aprender a pensar.

Bons estudos!!

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Autor(a): Ricardo Wermelinger

Advogado, Analista da Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, já trabalhou na Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Começou sua carreira profissional sendo estagiário na Procuradoria da Fazenda Nacional, onde pegou gosto por direito tributário.

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