Salvo raríssimas exceções, creio, sairemos diferentes dessa pandemia, com maior empatia e respeito à vida; até alguns dias atrás, falar em compaixão era quase uma sentença de morte digital; ainda mais no facebook ou no instagram.

Agora, um vírus letal vem matando esquerdistas, direitistas, extremistas ou não; também, católicos, protestantes, muçulmanos, em fim, tudo quanto é religião; negros, brancos, asiáticos…pobres, ricos, empresários, operários, e servidores públicos.

Afinal, o vírus é um ser, um elemento da natureza, que não se curva aos interesses mesquinhos e separatistas dos homens.

Como a mão pesada de Deus, querendo nos acordar de nossos pesadelos de ganância e domínio político e religioso sobre os homens, vamos sendo obrigados a enxergar que a morte nos espreita em cada esquina, cada lugar, pondo em xeque nosso tão apregoado sucesso material.

Creio que esse era o fim dos tempos anunciado por profetas da história e de várias religiões. O fim do tempo da ganância, do lucro acima da vida, do crescimento econômico liberal, frio e calculista. Do Estado mínimo, parafraseando Karnal, da mediocridade e da hipocrisia dos governos totalitários e de seus fanáticos seguidores.

Um fim triste, mas que deve ser respeitado, ao menos em memória dos mais de 200 mil mortos pelo mundo, muitos, entregues de volta à Terra em valas comunitárias, quase a metade de habitantes da minha cidade, Bauru, onde ainda aguardamos para as próximas semanas contaminações descontroladas.

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Autor(a): Professor Silvio Duarte

Auditor Fiscal Federal Agropecuário-AFFA, Assessor de Gabinete -Secretaria de Defesa agropecuária-SDA/MAPA, Brasília-DF (2011-2013); Autor do livro Gestão Pública: uma visão vanguardista”, pseud. Carlos Bramonte-Chiado editora; 1ª ed.; ISBN 978-989-51-1670-6; ano 2014; graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual de Londrina-PR; Pós-graduado em Gestão Pública pela Faculdade Internacional Signorelli. Autor da tese: “A tributação sobre as commodities agrícolas e seu reflexo no empreendedorismo nacional”, averbada na Biblioteca Nacional, Brasília-DF, ano 2014. Habilitado ao Sistema Eletrônico de Informações- SEI pela ENAP-Escola Nacional de Administração Pública. Há 19 anos no Serviço de Inspeção Federal- SIF, foi Professor de Escola preparatória para Concursos Públicos-MAPA, Ferraz Concursos; aprovado em dois Concursos do MAPA, um para Médico Veterinário Temporário e um para Auditor Fiscal-Médico Veterinário.

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