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Olá!

No início de minha preparação para concursos públicos, há alguns anos, trabalhava em uma instituição financeira durante todo o dia, em horário comercial. O tempo que me restava para dedicação aos estudos era bem pequeno, restringindo-se aos intervalos do trabalho e faculdade, bem como aos finais de semana.

Muitas pessoas afirmavam que com aquela pequena carga horária de estudos, minha aprovação era apenas um sonho.

Elas estavam parcialmente corretas. Era um sonho mesmo, mas não “apenas” um sonho!

Sempre fui muito consciente de minhas limitações, principalmente relativas ao tempo. E foi por isso que passei a pesquisar técnicas de produtividade e organização, pois precisava estudar mais– e melhor – em menos tempo.

Lembro-me que no auge da preparação, às vésperas de mais um concurso público, decidi solicitar férias de trinta dias ao meu gerente – isso era raridade, pois sempre tinha que “vender” dez dias -, para intensificar a etapa final de preparação.

Nesse período, estudei entre doze e quatorze horas por dia. Enxergava naquele concurso a grande oportunidade para deixar de fazer o que não gostava e adquirir a tão desejada estabilidade – no meu caso, o que pesava era mais a estabilidade emocional e não a estabilidade financeira.

Todavia, nos primeiros dias de preparação intensiva deparei-me com uma situação bastante peculiar: o aumento incontrolável do sono, principalmente na parte da tarde.

Confesso que uma das atividades que me dão mais prazer é dormir. E, como estava de férias, parece que o meu organismo não aceitava o fato de ter que ficar acordado estudando. Bastavam alguns minutos de concentração na leitura para os olhos começarem a se fechar.

Ao comentar esse fato com um amigo que também se preparava para concursos públicos, fui informado de que uma boa alternativa para diminuir o sono, principalmente na parte da tarde, seria fazer a siesta.

Para sem bem sincero, nunca tinha ouvido a expressão “siesta”, mas prontamente fui esclarecido de que se tratava de uma palavra bastante utilizada, na Espanha, para fazer referência ao nosso bom e velho “cochilo”.

Coxinha – pseudônimo utilizado pelo amigo – tinha o hábito de fazer uma siesta de vinte minutos, no período crítico do sono. Logo depois de acordar, tomava um banho frio e retornava aos estudos. Dizia que os efeitos eram fantásticos, pois diminuía o sono e aumentava a concentração.

No início fui bastante resistente à ideia, pois, como o meu sono era muito pesado, tinha receio de que não conseguisse acordar e emendasse a tarde inteira dormindo.

E foi isso o que aconteceu nos dois primeiros dias!☹

No primeiro, dormi por quase três horas. No segundo, foram duas horas.

Isso acabou me deixando com um grande peso na consciência, pois tinha a sensação de que estava procrastinando, enrolando para não estudar.

A partir do terceiro dia, decidi fazer o seguinte: colocar o celular para despertar bem longe do alcance do meu braço, de forma que tivesse que me levantar para desliga-lo. Ademais, comecei a programar o primeiro alarme com quinze e o segundo com vinte e cinco minutos.

Pronto! Depois de quarenta minutos – logo depois do alarme tomava um banho frio, de cinco minutos – estava novamente sentado na cadeira, estudando com mais ânimo e concentração.

A implementação do cochilo de vinte e cinco minutos em minha rotina fez uma grande diferença na produtividade final. No início pensei que se tratava de pura perda de tempo, mas, com o passar do tempo, constatei que era essencial para que eu me mantivesse concentrado até o final do dia, principalmente porque estava estudando entre doze e quatorze horas.

Se você está estudando por longos períodos durante o dia (mais de sete horas) e identificou momentos de maior sono, que atrapalham a concentração, penso que vale a pena fazer um teste e implementar a siesta. Entretanto, eis algumas dicas importantes:

–O período tradicional da siesta, adotado principalmente no interior da Espanha, é das 14h às 17h. Todavia, não é aconselhável que opte por cochilos superiores a trinta minutos. O efeito pode ser contrário, causando grande sonolência no restante do período de estudos. É o que identifiquei em vários alunos que acompanhei, nos últimos anos, em minha mentoria.

– Se você decidiu cochilar por trinta minutos, procure dividi-lo em dois períodos (quinze + quinze; vinte + dez), pois isso garantirá que você teve um “bônus” de sono, aumentando a sensação de realização.

– Coloque o celular – ou outro equipamento eletrônico – para despertar várias vezes, pois assim você evita cair em sono profundo e simplesmente atrasar toda a sua preparação.

Ah, Prof.  Fabiano, meu tempo mal está sendo suficiente para cobrir a rotina diária de trabalho/família/estudos. Quem me dera ter esse tempinho para tirar um cochilo…

Às vezes você não terá condições de fazer isso durante os dias da semana, mas, se utiliza o final de semana para estudar, talvez a implementação da siesta aumente a sua produtividade.

Surgindo a oportunidade, faça um teste. Se não for a melhor opção para você, simplesmente a deixe de lado e foco total nos estudos.

Conte sempre comigo em sua jornada!

Prof. Fabiano Pereira.

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Autor(a): Professor Fabiano Pereira

Fabiano Pereira é Analista Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Professor Universitário. Professor de Direito Administrativo e Direito Eleitoral em diversos cursos preparatórios. Personal Coach. Autor de vários livros de Direito Administrativo e Direito Eleitoral publicados pela Editora Método/GEN.

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